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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Entrevista com Danielle Kroll: bordados coloridos.


Apresentamos-lhe a criadora americana Danielle Kroll que projetou exclusivamente para a DMC  uma coleção de esquemas de bordados unicos e com um estilo divertido e colorido. Os seus desenhos alegrarão ao seu dia!
Fizemos-lhe esta entrevista para a conhecer melhor.

Como aprendeu a bordar?

Aprendi de forma autodidata, mas quando eu era pequena observava a minha avó bordando por horas. Ela fez-me uma grande coleção de almofadas, disfarces de Halloween e roupas de boneca. As almofadas da minha avó decoram os sofás de todas as pessoas que a conhece. São muito bonitas e o que adoro é que ela bordava o seu nome na parte detrás das almofadas. 


Olhando para trás, o que isso significou para si?

A verdade é que isso significou muito. Lembro-me de todo o tempo que ela estava lá para fazer algo para nós, mesmo quando tinha artrite. Ela definitivamente transmitiu esse sentimento para mim, adoro dar presentes feitos por mim.



O que lhe fez ficar tão "viciada"?

Quando comecei a bordar a minha parte favorita era ir à retrosaria e escolher as cores dos fios. Eu estava obcecada por enrolar os fios nos cartões e organizá-los na caixa. É a única coisa que consigo manter organizada.


Já transmitiu o seu conhecimento a alguém? A quem? Caso contrário, espera poder transmiti-lo?

Não, mas logo vou fazer com os meus amigos.



Porque pensa que é importante ensinar os seus conhecimentos?

É importante preservar as técnicas tradicionais que não dependem de computadores. E é muito divertido fazê-lo!


Qual é o seu ponto de bordado favorito? E a sua cor do Mouliné DMC?

O ponto do nó, embora nem sempre eu consigo fazê-lo de primeira. Eu amo a cor azul brilhante 3846. Lembro-me do Mar das Caraíbas.


Qual é a sua fonte de inspiração?

Passeando nas lojas de roupas de segunda mão ou feiras de antiguidades e vendo produtos bizarros. Gosto de observar os detalhes, como os pontos, os acabamentos da cerâmica, as jóias, os livros... São pequenas amostras do passado neste mundo moderno.

Muito obrigado Danielle, adoramos conhecer a sua história. 

Pode começar a bordar em 3,2,1...Já!  
Estes bordados são perfeitos para decorar um blusão de ganga, uma t-shirt, um saco, uma almofada... Deixe fluir a sua imaginação!

Descubra e faça o download dos esquemas grátis da Danielle Kroll aqui.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Gulush Threads X DMC: Novos esquemas grátis




Apresentamos-lhe a colaboração que fizemos com a Kristen Gula ou também conhecida na internet como Gulush Threads, uma bordadeira americana que adoramos e que criou uns esquemas exclusivos para a DMC. Já pode fazer o download dos esquemas grátis aqui.


Nós entrevistámo-la para conhecê-la melhor:

Quem lhe ensinou a bordar?

Eu adoraria ter uma boa história sobre a minha avó ensinar-me a bordar quando era pequena, mas não foi assim. Eu sou totalmente autodidata e honestamente estou orgulhosa de ser.





Olhando para trás, o que isso significou para si?

Eu tenho bordado por 4 anos e quando olho para trás, percebo que tudo que eu consegui e fiz saiu de mim e de ninguém mais. Isso é muito importante para mim e para os meus projetos, porque sempre tento exigir-me muito. Estou muito orgulhosa do meu trabalho.




O que lhe fez ficar tão "viciada"?

Depois de perder o meu emprego, duas semanas antes do meu casamento, senti-me bastante deprimida. Estava a procurar algo para manter a minha mente ocupada. Por sorte, para o meu casamento, presentearam-me um bordado feito à mão que imediatamente inspiraram-me a tentar bordar e o resto é história!
Eu aprendi (com muita prática) que a minha parte de bordar à mão era o som que a agulha faz quando passa pelo tecido. O som que faz, seguido pelo fio que atravessa o tecido é tão relaxante que se tornou algo terapêutico para mim ao longo dos anos.





Já transmitiu o seu conhecimento a alguém? A quem? Caso contrário, espera poder transmiti-lo?

As únicas pessoas da minha família que ensinei a bordar foram as minhas irmãs, que aprenderam muito rápido e se tornaram muito fãs de bordado. Ensinar é algo que eu amo, então ensino a quem quer aprender, incluindo a minha avó de 85 anos, quando ela estava no hospital recuperando-se de uma operação (ela adorava, embora  fisicamente não pudesse continuar a bordar)
Espero que algum dia possa ensinar aos meus filhos, a minha filha e o meu filho. A minha filha já está a pedir-me para ensiná-la e continuo a dizer-lhe que quando cresça um pouco mais lhe ensinarei, talvez devesse começar a planejar ensinar-lhe em breve.



Porque pensa que é importante ensinar os seus conhecimentos?

Eu não tinha o luxo de ter alguém para me inspirar no mundo do bordado quando era pequena, embora seja divertido aprender algo por mim mesma, penso que teria gostado mais que alguém querido tivesse-me ensinado. Creio que aprender algo, cozinhar ou bordar, junta as pessoas e cria vínculos para toda a vida.

Espero que algum dia faça isso com os meus filhos, inspirando-os a pegar a agulha e o fio. Um vínculo que traz memórias da sua mãe toda a vez que veem um bordado ou bordam.




Qual é o seu ponto de bordado favorito? E a sua cor do Mouliné DMC?

Que difícil! O meu ponto favorito é o ponto entrelaçado (eu amo a dimensão fornecida por este ponto, especialmente no bordado de flores). A minha cor DMC preferida é um empate entre as cores 3053 (eu gosto de chamá-la de verde antigo) e 3713 (rosa avermelhado). Há algo na paleta dos verdes pálidos e no rosa que amo (penso que é culpa da minha avó porque eu tinha um quarto decorado com essas cores e sempre adorei).





Qual é a sua fonte de inspiração?

Encontro inspiração na vida quotidiana, dos desenhos dos meus filhos aos girassóis gigantes que crescem ao lado da casa. Agora, a minha principal fonte de inspiração é a natureza. Há algo na beleza do natural que me fascina e me inspira a capturá-lo para sempre com o fio.

Muito obrigado Kristen, adoramos conhecer a sua história. 

Pode seguir Gulush Threads no seu Instagram e baixar os seus esquemas exclusivos para a DMC aqui.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Jessica Morillo X DMC, uma história bordada




A nossa colaboração mais recente para o projeto 1000 esquemas é a bordadeira de Barcelona Jessica Morillo. Fizemos-lhe esta entrevista para saber como nasceu a sua paixão pelo bordado e esperamos que os inspirem e animem a incorporar o fabuloso mundo do bordado nas suas vidas e a fazer com que esta arte seja transmitida às gerações vindouras.






Quem lhe ensinou a bordar?

Minha professora da 4ª série. A primeira coisa que eu bordei foi um ponto de livro numa oficina de ponto de cruz que fizemos na aula, tinha cerca de 9 anos. Adorei! E queria fazer mais coisas, então a minha mãe comprou-me esquemas e abecedários, comecei a bordar toalhas, quadros... Ao longo dos anos, fiquei cansada de preencher quadros seguindo um desenho anterior... e deixei de bordar.

Estudei design de moda e lá recomecei, mas sem ter consciência de que estava a bordar, simplesmente costurava e decorava as roupas para o meu trabalho e, no final, foi a coisa mais satisfatória em todo o processo.

Eu também fiz oficinas de bordados em Duduá para aprender outras técnicas e pontos.




Olhando para trás, o que isso significou para si?

Eu tenho bordado por muitos anos e a verdade é que para mim é um passatempo, mas há algum tempo, por razões de saúde, eu tive que parar de trabalhar e o bordado deu-me vida.
Foi o que me conectou com a realidade, com o desejo de fazer coisas, com a criatividade... Fiquei motivada a querer criar mais, investigar, observar tudo...




O que lhe fez ficar tão "viciada"?

Pego os fios, a agulha, o bastidor ... e as horas passam.
Sempre me fascinou a ver como uma peça é criada a partir do nada, não apenas com bordados, mas com qualquer outra técnica. A cerâmica, pintura, tecelagem ... Como materiais tão simples são transformados em coisas maravilhosas!!! Isto creio fez-me ficar um pouco apaixonada. Ver como algo emerge de si e, no final, não importa quão claro estava na sua cabeça, as mãos sempre acabam a dar o seu toque especial.




Já transmitiu o seu conhecimento a alguém? A quem? Caso contrário, espera poder transmiti-lo?

Eu mostrei alguns pontos para pessoas próximas que queriam bordar-se alguma coisa, mas nada mais.
Agora estou a trabalhar em La Bordateca um projeto totalmente dedicado ao bordado. Será um espaço onde vou partilhar recursos, informações, inspirações, entrevistas ...
Também quero criar uma web onde qualquer pessoa que gosta de bordar ou que queira aprender, encontre tudo o que for necessário para começar a trabalhar.




Porque pensa que ensinar os seus conhecimentos é importante?

Por que é importante partilhar! Nem todos podem acessar a uma academia ou oficina, daí a ideia da Bordateca, para que todos que desejam aprender a bordar possam fazê-lo e não só aprender, mas descobrir coisas novas com os bordados.




Qual é o seu ponto de bordado favorito? E a sua cor do Mouliné DMC?

O meu ponto favorito é o ponto reto. Me dá liberdade para preencher e construir. Adoro usá-lo para preencher ao "louco", é uma textura muito bonita.
A minha cor preferida do Mouliné (o quão difícil é escolher apenas uma!) é 563.




Qual é a sua fonte de inspiração?

Qualquer coisa que esta ao alcance dos meus olhos! De repente, ao assistir a um filme, estando a andar, a folhear um livro, a escutar uma música ou com uma conversa. Na verdade, mesmo que você a procure, é ela que lhe encontra.




Deseja partilhar mais alguma coisa?

Por favor, deixa o seu bordado criar vida, FAÇA O QUE LHE AGRADA!


Pode descarregar grátis os esquemas que Jessica Morillo
 realizou em exclusiva para a DMC aqui.




quinta-feira, 15 de junho de 2017

Entrevista a Sheena Liam


Sheena Liam é uma modelo, que começou a bordar para passar o tempo entre sessões fotográficas e viagens de trabalho. Os seus bordados de mulheres com tranças estão por toda a internet e agora trabalha tanto como modelo como como bordadeira. Fizemos-lhe esta entrevista para a conhecer melhor.

Retrato de Sheena Liam por Hanna Hilier

Quando começaste a bordar e como aprendeste?
A minha mãe tentou ensinar-me a bordar quando era pequena, mas parecia-me aborrecido e repetitivo, sempre os mesmos desenhos de flores, borboletas e animais. O meu processo foi mais desenhar e descobrir que podia simplesmente bordar os meus desenhos em vez daqueles que me davam.


O bordado é um passatempo ou trabalho para ti?
Sinceramente agora é as duas coisas.


O teu trabalho está focado no corpo feminino e no cabelo. Porquê?
Nunca foi minha intenção, mas desde pequena que sempre desenhei mulheres e foi assim também nos meus bordados. 


Já trabalhaste com fios de cor?
Sim, já trabalhei com fios de cor DMC para uma animação de doze bordados em ponto de cruz baseados no mural, que o artista Ernest Zacharevic pintou na Noruega. Pode vê-los aqui.

Que pontos de bordado costumas usar habitualmente?
Sinceramente não sei o nome, penso que é o ponto atrás.


Tens algum conselho para quem queira começar a bordar?
Vai à aventura. Mais tarde preocupas-te com a parte técnica. Se nunca começares a bordar, nunca vais aprender.


Menciona 3 bordadeiras que admires:

Se gostou do trabalho da Sheena, siga-a no seu Instagram.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Entrevista a Ipnot, bordado miniatura hiper-realista em ponto de nó


Estamos fascinados com os bordados da japonesa Ipnot, porque nunca tínhamos visto nada parecido. Bordados miniatura realizados simplesmente com ponto de nó. Fizemos-lhe esta entrevista para que nos explicasse como trabalha e como surgiu esta ideia.


De onde vem o nome Ipnot?
Esse nome era a minha alcunha em pequena. Passei a infância rodeada de gente muito criativa e isso marcou-me.


Quando começaste a bordar e como aprendeste?
Comecei a bordar há 4 anos. Aprendi de forma autodidata.  A minha avó costumava bordar quando eu era pequena e via-a a bordar muitas vezes. No início realizava o bordado com pontos que aprendi sozinha e depois fiquei fascinada com o ponto de nó. Desde aí passei a bordar apenas com esse ponto.  Adoro ver as bolinhas a juntarem-se para criar um desenho.



Que tipo de fio usas?
Uso sempre o fio Mouliné da DMC. Tem 6 cabos, mas só uso um. Adoro que tenha uma paleta de cores tão grande.


Quanto tempo demora a fazer uma das tuas peças?
Depende do desenho. Por exemplo, uma das peças redondas do meu projeto intitulado “501 embroidery”, que tem 3 cm de diâmetro, demora entre 6 e 12 horas.



Que tipo de suporte utilizas?
Uso sempre tela de algodão fina e agulha fina.


O que recomendas a alguém que queira começar a bordar?
O bordado não é tão difícil como pensas. Primeiro de tudo necessitas do seguinte material: bastidor, tela, fios, agulhas e tesoura. Escolhe uma tela apertada de algodão. Eu prefiro sempre fios DMC.
Utiliza agulhas com furo grande e pratica os pontos mais básicos como o ponto atrás, ponto pé de flor, ponto lançado... (ver aqui)
É importante, especialmente para principiantes, conhecer estes pontos. Borda sempre com a tela esticada no bastidor e depois é só relaxar e divertir!


O que aprecias mais no bordado?
Só uso o ponto de nó, por isso posso começar a bordar em qualquer ponto do tecido e escolho as cores que mais gosto. Vou bordando e se me engano, tapo com outro fio. Isto encaixa com a minha personalidade. Tenho sempre os meus instrumentos de bordado na mala, assim posso bordar em qualquer lado desde que tenha fio, tela e agulha. Adoro o som da agulha a atravessar a tela e relaxa-me, por isso é ideal para quando viajo. O bordado também me serviu para comunicar com as pessoas. Estou com as pessoas locais e as do outro lado do mundo. É uma grande forma de comunicação!


Obrigada! Vamos ficar atentos aos teus novos bordados!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Entrevista a Sonia Lyne de Dadelyne, criadora dos minibastidores


Todos conhecemos o ditado “Nos pequenos frascos estão os melhores perfumes” e isto não podia ser mais verdade, quando falamos dos minibastidores da Australiana Sonia Lyne.  Foi ela quem inventou os minibastidores, que aparecem nas redes sociais das bordadeiras de todo o mundo. Gostámos tanto deles quando os vimos, que não pudemos resistir a trazê-los para Portugal e estão agora disponíveis em exclusivo na loja DMC online. 

Uma vista de olhos à sua loja online, Dandelyne e fica logo cheia de vontade e inspiração para bordar.

Entrevistámos a Sonia para conhecer a pessoa por detrás destes maravilhosos bastidores miniatura, que nos roubaram o coração.


Quando e como aprendeste a bordar?
Aprendi a bordar quando tinha 7 anos graças a uma maravilhosa mulher chamada menina Mulrooney.

Andei numa pequena escola rural e às sextas à tarde íamos todas para a biblioteca aprender as bases do bordado em tecido vichy. Nesse momento sabia que algo extraordinário se estava a passar, mas não sabia expressá-lo em palavras. Agora sei que foi quando começou a minha paixão pelo bordado. Recordo-me de voltar a correr para casa e explicar à minha mãe como gostava das sextas à tarde. Depois a minha mãe ensinou-me a coser à máquina e ofereceu-me um kit de tapeçaria. Acho que pensou que eu ficaria ocupada umas semanas, mas terminei tudo num dia... (risos)...

E desde aí passaste a bordar sempre?
Não, deixei e não voltei a bordar até aos 36 anos, até ao nascimento do meu terceiro filho. Queria um retrato da família, mas não uma simples foto. Procurava algo um pouco diferente e decidi fazer uma versão bordada da minha família. Nesse momento voltou a reacender-se a minha paixão pelo bordado.


Como nasceu a ideia dos minibastidores?
Continuei a bordar para amigos e quando bordava pequenos retratos para eles, comecei a imaginar pequenos bastidores. Pensei que outras pessoas poderiam estar interessadas em minibordados e minibastidores, por isso desenhei o meu primeiro minibastidor de bordado. Senti que estava a criar algo que seria bom para o bordado, que tanto me tinha dado. Pensei que os meus minibastidores inspirariam outras pessoas a iniciarem-se no bordado e para aqueles que já sabem como é maravilhoso bordar a voltar a pegar na agulha e bordar de novo.



Qual é o teu objetivo?
O meu desejo é que as pessoas se inspirem para aprender e continuem a criar com as mãos. Não consigo imaginar um mundo sem bordado e espero que os meus pequenos bastidores ajudem a manter o bordado vivo!


O que significa o bordado para ti?
O bordado continua a emocionar-me ainda hoje. É a minha paixão, o meu momento de descontração, a minha alegria, o meu ioga, a minha saúde, a minha inspiração, a minha criatividade, o meu lugar para imaginar e sonhar... Sinto-me parte de algo maior e acho que isto deveria ser celebrado e partilhado. É uma ligação aos meus pais. Perdi o meu pai quando tinha 7 anos e quando aprendi a bordar com a menina Mulrooney, esse momento era o meu espaço de tranquilidade e felicidade. O bordado é uma ligação à minha mãe, que perdi quando tinha 14 anos. Recordo-me das suas mãos, eram fortes e bonitas. Penso que as minhas mãos se parecem com as dela e quando bordo sinto que as mãos da minha mãe bordam comigo.
Quando bordo sinto uma ligação aos meus pais!


Agora tornaste-te professora de bordado?
Sim, dou workshops de bordado e também faço tutoriais no Youtube, onde mostro os meus pontos favoritos e dou dicas a principiantes. No mundo online penso que é importante comunicar no máximo de plataformas possíveis.
O bordado aproximou-me a uma comunidade mundial online, que me fascina. Não há palavras para descrever o quão agradecida estou por isso. A melhor maneira, que tenho para agradecer a esta comunidade, é continuar a bordar, continuar a fabricar os melhores bastidores do mundo e partilhar!



Os minibastidores estão disponíveis na loja DMC online!






      
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