quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Musgo bordado


A artista Emma Mattson recria musgo, utilizando feltro e ponto de nó em bastidores, criando um efeito de natureza perfeito. Também junta pequenas peças de musgo falso para o bordado ter um aspeto mais real. Adoramos o seu trabalho, pode ver mais peças no seu Instagram.




sábado, 12 de agosto de 2017

Toalha com flores em bordado tradicional

Bordar é um excelente programa para as longas tardes de verão!   


Hoje propomos-lhe este desenho florido para bordar numa toalha, que a vai deixar orgulhosa quando convidar os seus amigos.

Medidas do bordado:
71 x 71 cm

Material:
3 meadas cor 4050
2 meadas cor 4060
1 meada cor 4090
4 meadas cor 4120
8 meadas cor 4170
1 meada cor 4110
8 meadas cor 4200
Agulha de bico redondo
Tesoura
Tela de linho de 10 fios/cm cor 842 com 90 x 90 cm

Pontos utilizados:
Ponto pé de flor com 3 cabos
Ponto cheio com 3 cabos
Ponto matiz com 3 cabos

Realização:
Alinhavar a tela para ficar com 80 x 80 cm.
Aumentar o esquema para o tamanho desejado.
Passar o desenho para a tela e fazer o bordado, seguindo as indicações das cores e dos pontos do esquema.
Fazer a bainha à máquina a toda a volta da tela.
Passar a ferro a toalha pelo avesso.


Aqui pode ver o esquema do bordado, a lista de cores do fio Variations e os pontos utilizados. Pode relembrar os diferentes pontos de bordado aqui no blog.


O fio Color Variations utilizado neste trabalho dá vida aos seus bordados através de subtis variações de cor em apenas alguns pontos.

Já conhece as 36 cores do Color Variations? Encontra todos os materiais para este projeto nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Borde o seu signo do zodíaco com a DMC - Leão (23 julho - 22 agosto)


Quem são os nativos do signo Leão? São líderes natos, dramáticos, criativos, autoconfiantes, apaixonados, dominantes e extremamente difíceis de resistir.  A sua personalidade é voltada para si próprio e não suportam falhar. Este signo também pode ser arrogante, preguiçoso e inflexível, mas quando se trata de família, faz o que for preciso para a proteger.

Possui um espírito de síntese notável e um grande desejo criativo. As meadas de Mouliné, o algodão Perlé, o Natura são indicados para si...

Se quiser bordar o seu signo, encontra o esquema aqui nos novos desenhos de bordado tradicional e esquemas de ponto de cruz grátis! Descubra a nossa ampla seleção de criações, destinadas tanto a principiantes como a bordadeiras experientes.


Descarregue os PDF dos desenhos e esquemas grátis e divirta-se a criar com a DMC!


O Leão mostra uma faceta mais doce neste bordado simples e elegante, com detalhes delicados, perfeito para personalizar t-shirts, jeans ou como decoração.



Sugestão de bordado para este signo de temperamento bem forte.


Selecione o seu signo entre os doze signos do zodíaco e descarregue aqui



E você, onde vai bordar o seu signo? 

sábado, 5 de agosto de 2017

Variopinto x DMC, uma história bordada


Estamos muito felizes por partilhar uma das nossas últimas colaborações com a bordadeira espanhola Variopinto. Esperamos que, ao ler a sua história, muitas criadoras se sintam inspiradas a transmitir os seus conhecimentos, assegurando-nos que a arte do fio e da agulha continua nas gerações futuras.


Quem te ensinou a bordar/fazer ponto de cruz/tricotar/fazer croché?
Aprendi a bordar há pouco mais de um ano, comecei com um ponto fácil de forma autodidata e decidi inscrever-me no curso online dado pela Srta. Lylo. Acertei em cheio! O curso não fez mais do que aumentar a minha vontade de bordar tudo e tem sido assim até agora.


Olhando para trás, o que significou para ti?
Muita coisa, sempre me interessei por trabalhos manuais em geral, mas poucas vezes tinha ficado tão viciada com um. Começou por ser o meu hobby e tornou-se parte do meu trabalho, sou fotógrafa e agora utilizo o bordado combinado com fotografias.


O que te tornou “viciada”?
Para mim o bordado é absolutamente terapêutico, ajuda-me a relaxar e desligar e dá-me imensa satisfação o trabalho artesanal onde cada peça é diferente. Costumo ter sempre vários trabalhos iniciados, gosto de ir mudando e não me concentrar num só.


Já transmitiste os teus conhecimentos? A quem? Se ainda não, esperas poder transmiti-los?
Ainda não transmiti os meus conhecimentos, porque considero que ainda tenho muito que aprender, mas é algo que não descarto a longo prazo, já que há pouco tempo me começaram a solicitar aulas, por isso espero fazê-lo no futuro.

Porque que pensas que ensinar os teus conhecimentos é importante?
Acho que pode ser benéfico para muita gente. Ensinar-lhes uma técnica ancestral, que os ajude a descontrair e lhes traga paz e satisfação e também manter esta técnica viva para que não se perca nas gerações futuras.


Qual o teu ponto de bordado preferido e a tua cor de Mouliné preferida?
É uma pergunta complicada (risos)... Gosto duma infinidade de pontos e de todas as cores, mas se tiver que escolher um, talvez escolha o ponto de nó, podem encontrá-lo em qualquer um dos meus bordados. E quanto à cor, utilizo muitos tons de verde nos meus bordados e gosto muito da cor nº 3850.


Qual é a tua fonte de inspiração?
Tenho várias, mas inspiro-me sobretudo na natureza, na fotografia e no cinema. Muitos dos meus bordados têm como tema a botânica e agora tenho uma coleção de fotogramas de bordados que vou aumentando pouco a pouco.

Há mais alguma coisa que queiras partilhar?
Fiz os desenhos a pensar em todos os níveis de bordado e utilizei vários pontos. Aconselho toda a gente a bordar com eles, acredito verdadeiramente que, como eu, vão ficar completamente “viciados”!

Aqui pode descarregar grátis todos os bordados de Variopinto para a DMC!
 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Tutorial de verão – Chinelos customizados

O calor aperta e nada melhor que aproveitar as férias com uns chinelos elegantes.


Hoje a nossa proposta é personalizar uns chinelos tipo havaianas com fita de cetim Fillawant e algumas pérolas. Este verão os seus chinelos de noite vão ser um sucesso!

Material:
1 par de chinelos tipo havaianas
6 m de fita de cetim Fillawant com 1 cm de largura em cor à sua escolha
Contas de 2 ou 3 tamanhos diferentes
Linha da mesma cor da fita e 1 agulha para coser contas


Realização das presilhas laterais:
Enrole a fita nas presilhas laterais.
Comece pela ponta situada no interior do pé. Cole a ponta da fita com um pouco de cola ou cosa com um pequeno ponto.


Coloque a fita à volta da presilha, aperte bem (assegure-se que a fita fique sobreposta, o plástico não se deve ver).
Quando chegar ao fim da outra presilha, corte a fita e remate com cola ou com um ponto de costura.

Finalização da parte central do chinelo:
Cole a ponta da fita no interior da parte central do chinelo (a parte que fica entre os dedos) e suba para as presilhas que já estão revestidas, passe a fita da esquerda para a direita fazendo um 8 à volta das presilhas, num espaço de aproximadamente 4 cm.
Corte a extremidade da fita e cosa-a com alguns pontos. Prenda a fita com alguns alfinetes para evitar que se solte durante o trabalho.
Cosa as contas neste espaço, vai ajudar a fixar completamente o trabalho e depois realize a outra chinelo.


Dica: Escolhemos a fita cor de rosa (nº 335), mas pode conjugar os seus chinelos com as cores do seu guarda-roupa utilizando outras cores das fitas de cetim Fillawant, que encontra nas melhores retrosarias do país ou na loja DMC online.

Pode ainda variar a cor e o tamanho das contas para personalizar os seus chinelos verdadeiramente únicos!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pássaros bordados de Paulina Bartnik


A bordadeira polaca Paulina Bartnik borda animais realistas coloridos, transformando-os em pregadeiras incríveis, que parecem pequenos quadros pintados. Ainda continuamos a ficar deslumbrados com o que se pode fazer com uma agulha e fios de cores. Pode ver mais trabalhos no seu Instagram.






quinta-feira, 27 de julho de 2017

Entrevista a Vânia O. do TWO HANDS Textile Studio

Vânia O. é artesã, designer e a criadora do TWO HANDS, um ateliê de arte têxtil baseada em técnicas artesanais tradicionais produzida com fibras naturais de grande qualidade. Fizemos-lhe esta entrevista para ficar a conhecer melhor o seu trabalho.


Vânia, fale-nos um pouco do seu percurso.
Sou de Lisboa, nascida e criada e em 2005 fui viver para a Alemanha. Voltei no ano passado e ainda vivo entre lá e cá. Desde pequena sempre quis ser artista, estar mais ligada ao lado criativo, nunca houve dúvidas e nem havia opção, não me via a fazer mais nada e nem era boa a mais coisa nenhuma. Estudei têxteis na Escola António Arroio, onde me especializei na arte de tecer, especialmente na tapeçaria em teares de alto liço, e mais tarde Cenografia e Figurinos na Escola Superior de Teatro e Cinema, área em que trabalhei até 2012, altura em que fui mãe pela primeira vez e decidi ficar mais tempo em casa e fazer algo que me permitisse viver uma vida mais calma. Em 2015, depois de muitas aventuras com outro tipo de trabalhos e outros nomes, abri o estúdio têxtil TWO HANDS. Para além das peças, em 2016 comecei a ensinar frequentemente tapeçaria em tear, macramé e joalharia em nós. Ensinar é algo que gosto bastante de fazer, é muito interessante e recompensador dar a conhecer e introduzir tanta gente nestas artes, adoro.


Como e quando começou a tecer?
Comecei a tecer na escola, por volta dos 9/10 anos, num tear de cartão, que fizemos numa das aulas criativas. Lembro-me que fiz uma malinha que adorava.


Onde se inspira para fazer os seus projetos?
Na realidade tudo me inspira e as minhas ideias vão e vêm constantemente. Algumas consigo pôr em prática, outras ficam pelo caminho. Mas quando começo um novo projeto é sempre pela cor, há sempre uma cor, um tom, que me apetece trabalhar e tudo o resto nasce daí. Claro que há as encomendas ou as parcerias, onde me são dadas, quase sempre, algumas diretrizes. As vezes há aquele projeto em que nos dão total liberdade criativa, gosto desses projetos.



Como nasceu a ideia de fazer bijuteria com nós?
Sempre tive uma grande atração por nós, aliás adoro fazer macramé, quase como se fosse uma matemática mágica em três dimensões. Quando a minha primeira filha era muito muito pequenina e não havia muito tempo livre surgiu a oportunidade perfeita para dar nós. Mas como as sestas eram curtas, tinha de fazer peças pequeninas e assim nasceu a ideia da bijuteria têxtil. Nessa altura fiz uma coleção de colares que tiveram um enorme sucesso. Este ano voltei a fazer alguns designs novos, sobretudo para ensinar.


Que fios utiliza habitualmente e qual o seu preferido?
Só trabalho com fios naturais. Adoro o cheiro. O estúdio é bastante ecológico, não há plástico nenhum e reutilizamos ou fazemos as embalagens para o envio das encomendas. Trabalho sobretudo com lã e algodão, mas também gosto muito de linho, na realidade gosto de tudo desde que seja natural e eticamente produzido. Também compro muito em segunda mão e vintage, sou uma verdadeira caçadora de fios, ando sempre a caçar fibras, sempre.


Quais os fios DMC que já experimentou nos seus trabalhos? Qual o seu preferido?
Recentemente experimentei os algodões e adorei o Natura, especialmente o Natura XL, tem cores vibrantes e é muito macio. Ótimo para tecer.


Como é o seu processo de trabalho? 
É bastante caótico, entre os filhos pequenos, a vida familiar e o estúdio. É difícil manter um balanço harmonioso. Tento sempre manter um horário de trabalho bastante regular. Tecer é uma arte lenta e que requer muita atenção aos detalhes. Quando trabalho gosto de estar sozinha e inicio sempre pelo material, organizando as cores numa mesa ou no chão. Enquanto teço gosto de ver, ou melhor, ouvir filmes ou podcasts, ajuda-me a concentrar. Tecer é um ato meditativo e sinto-me extremamente afortunada por poder ter a oportunidade de o fazer todos os dias.


Quanto tempo demora a fazer uma peça como esta? Varia muito mas por norma demora bastante tempo. As minhas peças são morosas. Porque têm muito detalhe ou são muito grandes ou ambas. Acredito que a arte e os ofícios, sejam eles quais forem, tem de ser feitos devagar, para que a criatividade e qualidade possam realmente brilhar... E eu gosto de coisas difíceis.
Esta peça, por exemplo, demorou dois dias a tecer.  A franja requer muito tempo e paciência. Depois de tecer há todo um mundo de remates e acabamentos aos quais temos que dedicar igualmente bastante tempo. Adoraria ter um assistente só para rematar as minhas peças.


Fale-nos um pouco do TWO HANDS Textile Studio.
Nasce da necessidade de fazer coisas com as minhas mãos, de pensar menos e fazer mais, de querer criar todos os dias e a toda a hora e sobretudo de ter uma vida mais simples, descomplicada. Nem sempre é fácil de gerir mas não a trocaria por nada. E nasce da vontade de, ao fim de muitos anos, voltar aos teares, a minha grande paixão.
É um estúdio têxtil onde se criam e concebem pecas de autor,
que vão desde a decoração até peças utilizadas em vestuário ou em acessórios de moda. É sobretudo um espaço de experimentação. O estúdio não tem um estilo, tem muitos estilos e não utiliza uma técnica, utiliza muitas. Sempre a experimentar algo novo, o desafio é algo que me inspira bastante. Os trabalhos utilizam as mais variadas técnicas, tapeçaria em tear de moldura, tecelagem, macramé, esmirna e recentemente “punch needle”, tricô e croché. Temos alguns trabalhos à venda em lojas, mas funcionamos sobretudo com encomendas. Muitos clientes adquirem peças que veem online, nas redes sociais, outros fazem encomendas personalizadas.


Qual o seu próximo projeto?
Há sempre projetos a acontecer. Ultimamente têm surgido parcerias muito interessantes. Continuarei a dar workshops de tapeçaria e macramé em Lisboa e pelo país, como foi no último ano. De momento tenho em mãos uma encomenda gigante para um cliente privado, que me deu liberdade total, estou super feliz com este desafio.

Obrigada Vânia!

Pode conhecer melhor o trabalho da Vânia Oliveira em:
facebook 
instagram

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