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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Férias com a DMC: Austrália

Ao longo deste verão vamos brincar às agências de viagens e propor-lhe alguns destinos de última hora para férias de sonho, dando-lhe também a oportunidade de disfrutar da arte postal. Divertido, não acha?




Hoje partimos à aventura e vamos à descoberta da Austrália!


Esta terra lendária situada do outro lado do mundo junta as paisagens idílicas aos animais que não se encontam em mais lado nenhum. O canguru é o animal emblemático da Austrália e a proposta que fazemos é que o bordem no vosso postal. Descarregue o esquema aqui, prepare os seus fios Mouliné, as tintas e os lápis de cores fortes. Vamos transportá-los ao “bush”, o vasto deserto semi-árido no coração do país. Faça a sua agulha saltar através da tela como o canguru faz no meio do deserto. Dito isto, atenção aos golpes de sol! E enviem-me um pouco dele, num belo cartão postal, por exemplo.

O postal é bordado em tela Aida de 5,5 pts/cm ou linho de 11 fios/cm e apresenta as medidas 81 x 57 pontos (10,4 x 14,7 cm).
  
Até à próxima no novo destino!


Boas férias!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Entrevista a Esther Sandler, bordadeira australiana

 

Esther Sandler é uma jovem designer australiana residente em Melbourne, que, com o nome artístico Togetherness Design, cria peças em ponto de cruz e tapeçaria originais e cheias de cor. 
Não se considera uma especialista em bordado, mas adora sentar-se com uma caneca de chá quente e embarcar num novo projeto. Entrevistámo-la para nos explicar como trabalha e o que a levou a bordar. Quem disse que os jovens já não bordam?


Quando e porque começou a bordar?
Quando era pequena, a minha mãe gostava muito de costura e tricô e costumava fazer a roupa para mim e para a minha irmã. Ela ensinou-me a coser à mão, quando eu tinha 6 anos e assim começou a minha paixão pelas linhas e agulhas.



Como é que aprendeu a bordar?
A minha mãe ensinou-me alguns pontos simples, juntamente com o ponto de cruz e o ponto lançado de tapeçaria. Coloquei em prática tudo o que aprendi, cosendo e bordando roupas para o meu animal de estimação: um coelhinho. Aos 20 anos entrei num concurso de bordado, que fazia parte dum curso de design e aprendi mais alguns pontos. Estava fascinada com o processo de criar uma imagem, utilizando pontos como outra ferramenta de desenho.


Vimos que desenha e borda imensas coisas criativas. O que começou primeiro?
Em pequena adorava desenhar e a aula de Arte era a minha preferida na escola. Mas também gostava de aprender qualquer técnica de trabalhos manuais na escola, isso permitiu-me aprender diversas técnicas, incluindo o bordado. 



Trabalha em tapeçaria e ponto de cruz. Utiliza outros pontos ou técnicas?
No passado quando estava a experimentar o bordado, pratiquei muitos pontos, como o ponto de cadeia, o ponto cheio e o ponto de espiga, mas devo dizer que não sou nenhuma especialista nesses pontos. Mas adoro o ponto de nó e nos meus projetos mais recentes trabalhei as texturas com este ponto.


Como é o seu processo desde a ideia até ao bordado final?
Tento fazer alguns esboços no papel primeiro e planifico o bordado antes de começar. Isto leva-me algum tempo, mas acho que o trabalho assim torna-se mais simples. Crio os meus desenhos de tapeçaria no computador e acrescento depois o quadriculado para saber o número exato de pontos, que preciso. Assim consigo ter uma ideia de como ficará o meu desenho final.


O bordado para si é mais uma ferramenta para desenhar?
Sim, completamente! Acho que é uma forma mais tridimensional de desenhar, uma vez que podemos comunicar através da textura, material e cor que escolhemos. Adoro o calor e a humildade estética, que tem uma imagem bordada e o facto de o bordado ser um processo lento, ao qual temos de dedicar tempo!



Que tipo de linhas utiliza?
Uso principalmente o fio Mouliné DMC na maioria dos meus trabalhos: nas minhas joias de ponto de cruz e noutros motivos bordados. Uso também a lã Colbert da DMC nos meus trabalhos de tapeçaria.



Obrigado Esther, adorámos conhecê-la! Se quiser ver mais dos seus trabalhos, consulte o seu blogue, loja online ou o Facebook.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rendas Artísticas na Austrália


O Museu Powerhouse de Sidney organizou em 2011 um concurso internacional de artistas que trabalham com rendas e uma seleção entrou numa exposição, que decorreu de 2011 a 2013 na Austrália.
A seleção final foi de 134 artistas de 20 países e não havia um tema definido, estes eram livres para dar asas à sua criatividade e paixão pela renda. A exposição intitulou-se “Make lace not war” e em paralelo realizaram-se também workshops e mastersclasses.




Olívia Valentine dos Estados Unidos.

As obras expostas representaram um desafio provocador aos conceitos tradicionais de renda. Os artistas empurraram as técnicas de renda para novas direções surpreendentes. Puderam ser vistas rendas em campos tão distintos como moda, joalharia, escultura, iluminação ou arte digital.
 

Quadro de Alice Vokac.

Embora a renda esteja geralmente associada ao mundo têxtil, a diretora da exposição, Lindie Ward ampliou a definição de renda para “estrutura perfurada, cujo padrão dos espaços seja tão importante como as área sólidas”.
 

Renda numa vedação de metal de Joseph Verhoeven (Dernkersvan).

A exposição abrangeu desde instalações e esculturas de grande escala a têxteis e joias. Os materiais incluíram ouro, prata, arame, linho e seda, pelo de cavalo, titânio e fibra ótica entre muitos outros.

Uma grande oportunidade para demonstrar que a arte têxtil e a renda estão mais vivas que nunca!
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