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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Esquema de ponto de cruz com Diamant Grandé

Para celebrar o lançamento do novo e reluzente fio Diamant Grandé DMC, oferecemos-lhe este esquema de ponto de cruz realizado com os fios Mouliné Spécial e Diamant Grandé. 

Produzido com fibras de viscose e envolto em poliéster metalizado, o fio Diamant Grandé apresenta uma excelente qualidade, avalizada pelo seu país de fabrico, o Japão, especialista na produção das melhores fibras sintéticas. Trata-se dum fio muito suave, fácil de usar e resistente. Além disso, está revestido duma fina película que lhe permite atravessar o tecido sem que se desfie nem se parta devido à fricção.



Clique sobre o esquema para ampliá-lo.



Diamant Grandé está disponível nas melhores retrosarias de Portugal e na nossa Loja Online.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Apresentamos Diamant Grandé


O nosso novo fio brilhante de bordado chegou!
A família dos fios metalizados DMC está a crescer: conheça Diamant Grandé. 

O fio de bordado metalizado Diamant Grandé é um fio para bordar à mão, macio e resistente, que irá proporcionar um brilho e uma luminosidade excecional às suas obras. É fácil de usar, porque não se enrola nem se desfia durante o trabalho. 





Disponível em seis cores fantásticas, trata-se dum fio composto por 6 cabos não divisíveis, que possui o dobro da grossura do famoso Diamant DMC. Este fio metalizado maravilhoso irá conferir mais brilho e um efeito 3D espetacular a todas às suas criações de bordado tradicional e ponto de cruz.

Diamant grandé é o novo membro da família Diamant DMC.



O Diamant DMC está disponível em 14 cores e é um fio um pouco mais fino que o Diamant Grandé.




Adquira já a nova caixa de colecionista de edição limitada com as seis cores do fio Diamant Grandé DMC.


Onde o pode encontrar:
O fio Diamant Grandé está disponível nas melhores retrosarias de Portugal e na nossa Loja Online.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fios para Renda de Bilros



As mãos ágeis, que trabalham a renda de bilros, assemelham-se ao voo suave das aves, enquanto o entrechocar compassado dos bilros acompanha este trabalho de sonho, um trabalho agradável, de execução elegante e mágico para quem observa.


A renda de bilros surgiu no séc. XVI em Génova, Itália. A riqueza e beleza desta renda fizeram com que a sociedade renascentista se apaixonasse por ela, se dedicasse ao trabalho com fios e conseguisse uma grande variedade de aplicações. Esta técnica expandiu-se rapidamente por todo o país e em seguida chegou a Espanha, Portugal, Países Baixos, Alemanha e Suécia e em meados do séc. XIX a toda a Europa, Rússia e até à Ásia.

Em Portugal há registos que atestam que as rendas em Peniche já se faziam em finais do séc. XVII. A arte da renda de bilros tem especial expressão nas zonas piscatórias do litoral, com maior relevo para Peniche e Vila do Conde. Devido ao elevado nível em arte e produção alcançado em Peniche, toda e qualquer renda de bilros Portuguesa é conhecida, simplesmente, por renda de Peniche.




"Coqueteando en el patio" de Eugene von Blaas (Italia, 1843-1931) via Con Nuestras Manos

Hoje a renda de bilros reaparece em força como um trabalho altamente criativo, já que com os seus fios se podem realizar desde sanefas geométricas simples a desenhos intrincados e muito imaginativos, por vezes multicolores, de efeitos espetaculares. Aqui pode ler a entrevista que fizemos a um jovem rendilheiro galego, Daniel Iglesias.


Asociación Taller de Encajes Galicia

A grande robustez das rendas realizadas com esta técnica permite dar-lhe usos variados, seja para casa, decoração, peças de roupa ou até joalharia.



Na DMC também temos fios criados especialmente para renda de bilros, fios de grande qualidade, de algodão ou metalizados, mates ou brilhantes.


Spécial Dentelles (ref. 19)


A sua estrutura de 6 cabos é especialmente adequada a trabalhos finos e delicados, como barras de lenços, golas, naperons, luvas, etc. Spécial Dentelles é um fio 100% algodão de fibra longa, mercerizada duas vezes. É resistente e pode ser lavado a 95º sem encolher nem perder a cor. Apresenta-se numa gama de 72 cores, das quais 12 são matizadas, indicadas para fazer trabalhos criativos, enquanto o branco, preto e cru são os básicos para criações mais tradicionais.

Cordonnet Spécial (ref. 151)


Um fio ideal para obras finas, elegantes e delicadas. Apresenta-se numa extensa gama de 8 grossuras em 3 cores- branco ótico, branco e cru- dum fio sólido e brilhante. O tom marfim pode-se encontrar em 4 grossuras: 20, 40, 70 e 100. Os trabalhos realizados com este bonito fio 100% algodão resultam visualmente subtis, graciosos, quase etéreos pela sua delicadeza.


Diamant (ref. 380)


Diamant é um fio metalizado e luminoso, que proporciona efeitos espetaculares na renda de bilros. Dá um brilho excecional à renda, é suave e fácil de usar, porque não se enrola nem se desfia durante o trabalho. É composto por um cabo. A sua composição é maioritariamente viscose envolto em poliéster metalizado. Disponível em 12 cores do branco ao preto, com uma gama metalizada completa com vários dourados e prateados e um cobre, juntamente com o rosa, vermelho, verde e castanho. Os brilhos, especialmente ouro e prata, são uma tendência de moda no vestuário. Com Diamant, uma pulseira, um colar, uma pregadeira ou outro adorno realizado em bilros destaca-se pela sua delicadeza e originalidade, oferecendo um amplo leque de possibilidades nos acessórios mais trendy.




Um novo fio em bobine vem completar o grupo de fios para bilros. Proveniente do Egito, é 100% algodão mercerizado de fibras longas. É um fio fino mas forte, sólido, suave e sedoso. Desliza facilmente e não faz nós. Disponível numa gama de 72 cores, inclui branco, preto, cru e vários cinzentos, o que torna possível realizar qualquer ideia. Um fio ideal para criar os trabalhos mais originais, duradouros e resistentes, como um leque em tons de vermelho ao estilo Carmen, umas aplicações para uma blusa de seda ou para um casaco, etc.


Mouliné Light Effects (ref. 317 W)   


As 36 cores do Mouliné Light Effects, organizadas em seis famílias, dão a oportunidade de personalizar as suas criações, conferindo efeitos de luz e reflexos vibrantes. As seis variedades de efeitos deste fio são capazes de proporcionar resultados surpreendentes: pedras preciosas, dourados, fluorescentes, efeito nacarado, efeito envelhecido ou brilho no escuro!
Toda uma gama de impactos e emoções inéditos criados através da técnica da renda de bilros para obras de autêntica joalharia de fantasia.

Encontra todos estes materiais nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online!

Se está interessada em saber mais sobre esta bonita técnica, saiba que a pode aprender na Academia DMC. Aulas de bilros às sextas-feiras de manhã das 10h00 às 12h30 e à tarde das 14h30 às 17h00!


ACADEMIA DMC
Rua dos Douradores, 11 - 3º Piso - Sala 308
Lisboa

Para mais informações e inscrições, contacte-nos através do tel. 961064025.

Esperamos por si!






segunda-feira, 25 de julho de 2016

A DMC na FIA 2016

A exemplo dos anos anteriores a DMC esteve presente na Feira Internacional do Artesanato em Lisboa com agradáveis e variados wokshops. No stand da Editorial Nascimento as nossas experientes formadoras apresentaram novidades e ensinaram às sempre interessadas visitantes diversos pontos de bordado, tricô e croché.





Os grupos de alunas muito concentradas realizaram projetos muito interessantes, dos quais destacamos a bolsa para telemóvel com o fio Coloris,


a mandala em croché com o fio Natura Yummy,


ou o coração de Viana bordado com a linha Diamant.


Para as nossas amigas, que não puderam participar nestes workshops, deixamos um breve passo a passo de um dos projetos ensinados este ano, a gola em tricô realizada com o novo fio Mixto.


Lançar 56 malhas na agulha e trabalhar 4 carreiras em m. de liga.
5ª carreira: 2 m. de liga, laçada, 1 mate, laçada, mate.  Repetir até final exceto as 2 últimas malhas, que são trabalhadas em liga.
6ª, 7ª, 8ª e seguintes carreiras: trabalham-se as malhas como a 5ª carreira.
Quando obtiver o comprimento desejado, trabalhe 10 carreiras em liga. Feche a gola com uma costura.
Para o trabalho da foto utilizámos 2 novelos de lã Mixto.

Em agosto voltaremos com mais fotos e modelos dos projetos apresentados na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa 2016. Não perca!


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cartões de Natal bordados em papel


A Mary Corbet da Needle’n Thread, colaboradora da DMC US, deixou-nos um tutorial para personalizar os cartões de Natal de uma forma fácil e divertida.

Se gosta de coser, uma das melhores maneiras de transformar os seus cartões em presentes, é a bordá-los!

Claro que demora mais tempo que comprar, assinar e enviá-los, mas é uma ótima maneira de demonstrar o seu carinho aos seus amigos e familiares. E o mais divertido é que não é preciso um grande investimento para criar uma pequena obra de arte.

Transforme carinho em cartões de Natal bordados em papel
Há muitas maneiras de bordar em papel, deixamos-lhe algumas!

Começamos pelo material:


Vai precisar de fio para bordar, furador para papel ou cartão, base para furar, tesoura, agulhas, papel e cartão brancos ou decorados, cola e fita adesiva.

A Mary escolheu o Mouliné Satin para bordar e dar um brilho festivo. Para um pouco mais de brilho pode usar também o Mouliné Light Effects. Estes fios, juntamente com o Diamant, acrescentam ainda mais glamour aos seus postais natalícios.





Furadores de papel

Para bordar em papel é necessário fazer furinhos pequenos (do tamanho da agulha que vai utilizar) no papel ou cartão. Pode usar um furador de papel, uma agulha colocada previamente numa rolha ou ainda cortar uma agulha ao meio com um alicate, vai usar a metade que tem bico, coloque cola forte na extremidade oposta e enfie na borracha de um lápis até à madeira, deixe secar bem e utilize como um lápis para furar o seu papel.

Base para furar o papel

Pode comprar uma base especial para o efeito ou fazer a sua própria com uma placa de espuma muito densa, com mais ou menos 0,5 cm de espessura, cortar ao meio colar uma parte sobre a outra e vai ter a sua própria base para furar de maneira bastante económica.

Desenhos e esquemas

Pode comprar livros e revistas cheios de desenhos e esquemas para bordar em papel, pode pesquisar na internet ou desenhar os seus próprios motivos.
Há alguns sites que disponibilizam desenhos grátis e designers que vendem modelos para download imediato!

Pode também usar cartão ou papel já decorado e aproveitar para realçar alguma parte do desenho, como mostramos acima. Só tem  de seguir as linhas!

Furar o papel

Coloque o cartão em cima da base para furar e o desenho em cima do cartão, no local desejado. Com o furador faça furos ao longo de todo o desenho. Avance devagar para o desenho não sair do lugar. O furador deverá estar perpendicular ao papel para que o furo fique direito.


Se vai bordar um desenho em ponto de cruz deverá fazer os furos nos cantos de cada quadrícula do ponto de cruz.


Antes de retirar o desenho do cartão segure bem os dois, levante a contraluz para assegurar que não deixou nenhum furo por furar.

Agora que o seu desenho está furado, pode começar a bordar!


Bordar em papel

Existem diferentes maneiras de bordar em papel, depende do resultado final que desejar!

Pode bordar com fio muito fino (tipo linha de coser) e espaçar muito os pontos e o seu trabalho vai ficar semelhante a arte de fios. Mas pode optar por fios mais grossos, mais encorpados, que cubram mais os buracos do papel. Alguns artesãos preferem os seus pontos bem apertados e juntos para criar linhas finas. Qualquer técnica é válida, escolha a sua!

Use um pouco de fita adesiva para colar a ponta do fio à parte de trás do papel e colocá-lo fora da área do bordado. A certa altura do seu trabalho vai ter muitos pedacinhos de fios e fita adesiva fora e dentro da área do bordado, mas não se preocupe com o avesso do seu trabalho, evite apenas colocar a fita em cima dos furos para não ter de bordar sobre ela.


O ponto mais usado no bordado em papel é o ponto lançado. Se a linha do desenho tiver curvas, comece pelas curvas. Se não tiver, comece pelo princípio da linha. Se houver círculos, comece onde quiser.


A grossura das linhas retas e a forma como o fio se inclina nas curvas depende do número de furos, que salta no bordado. Isto é, para linhas retas finas salte dois furos e enfie a agulha no terceiro furo. 


Para linhas retas mais grossas e fios mais inclinados nas curvas, salte três furos e enfie a agulha no quarto furo do seu desenho (ver foto acima). Resulta muito bem com o fio Mouliné Satin.


Sempre que possível começar o próximo ponto mesmo ao lado do ponto anterior. Isto nem sempre é possível, porque quando começar a encher a linha, os outros pontos vão estar no seu caminho. Se tentar fazer sempre o próximo ponto no furo mais próximo, vai poupar fio e não terá excesso de fio no verso do trabalho.


Tenha atenção, à medida que vai bordando, que salta sempre o mesmo número de furos e que coloca o fio, na parte de trás, sempre do mesmo lado da linha. 
Se não gostar do fio nas curvas muito inclinado, pode reduzir o número de furos a saltar, reduzindo também assim a espessura da linha bordada. Continue a bordar todas as linhas do desenho deste modo até ao final. No fim do fio, segure-o na parte de trás do trabalho com a fita adesiva e corte o excesso.

Bordar com Mouliné Satin vai tornar o seu bordado rico e muito brilhante.

Ponto de cruz em papel

O ponto de cruz em papel ou cartão branco ou colorido vai resultar num estilo de renda muito bonito.


É muito fácil bordar ponto de cruz em papel, é igual ao tecido com a diferença que usa fita adesiva para segurar as pontas dos fios.

Pode usar 2 cabos de fio Mouliné Spécial para bordar em papel numa grelha semelhante à da foto acima. Para uma grelha menor use só um cabo.

Acabamento

Se bordar o seu motivo num papel à parte do seu postal, pode terminar o trabalho colando o bordado à parte da frente.

Se, no entanto, tiver bordado diretamente no postal que vai oferecer, o acabamento será diferente.


Na foto acima o bordado foi feito na frente do cartão, que irá ser usado.


Dentro do postal a parte de trás do bordado está esta confusão! Sem problema! 
Corte um papel ou cartão decorado do tamanho do postal e cole à parte de trás, assim:


Vai tapar a parte menos bonita do seu trabalho e realçar o interior do postal.

Pode usar qualquer papel de scrapbooking ou mesmo restos de papel de embrulho para tapar a parte de trás do seu bordado.

E aqui está um tutorial completo de como bordar e personalizar os seus próprios postais de Natal.

É divertido, criativo e relaxante! E uma forma calorosa de enviar votos de boas festas a quem ama!


Bons bordados e festas felizes!




        





terça-feira, 8 de setembro de 2015

Workshops FIA 2015 – Bolsa em linho e pregadeira

Mais uma participação da DMC na Feira Internacional de Artesanato em Lisboa. Para quem não teve oportunidade de estar connosco, disponibilizamos hoje aqui no blogue mais dois modelos de trabalhos feitos nos workshops: a bolsa em linho e a pregadeira.



BOLSA EM LINHO - Bordado de fantasia

Fio utilizado: Algodão Perlé nº 8

Pontos utilizados: ponto pé de flor, ponto de cadeia com torção, ponto grilhão, ponto de areia.






PREGADEIRA - Croché

Fio utilizado: Diamant

Agulha de croché Nº 6

Pontos utilizados: ponto de cordão, malha alta.
Num anel mágico execute em malha alta 5 pétalas para cada flor. Feche o cordão do anel. Para as folhas faça 10 pontos de cordão e trabalhe ao redor deste em malha baixa, dando o formato da folha. Depois de tudo executado, prenda com a ajuda de cola numa base de metal (pregadeira).




Se tiver dúvidas, não hesite em nos contactar.

E não se esqueça, aproveite os tempos livres, divirta-se a fazer estes projetos e partilhe o resultado na nossa página de facebook!


Até breve!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Entrevistámos Daniel Iglésias, rendilheiro galego

Daniel Iglésias é um rapaz galego que se dedica à renda de bilros, realiza peças de design e chapéus artísticos. Encantados com o seu trabalho, mandámos-lhe a nossa nova gama de cores do fio Diamant para bordado e bilros e demos-lhe liberdade total para criar o que quisesse. O resultado foi espetacular e ainda aproveitámos a oportunidade para lhe perguntar como se iniciou no mundo da renda de bilros.


Quando e porque começou a fazer renda de bilros?
Comecei por simples curiosidade, desde pequeno me chamavam à atenção as tramas nos desenhos e o som ao ser trabalhada. No meu ambiente não havia ninguém que fizesse renda de bilros, no entanto por circunstâncias da vida decidi aprender esta técnica têxtil. Ao longo da minha aprendizagem dei conta que a podia aplicar em coisas que desenhara, visto ser um produto versátil.


Como aprendeu?
Os meus primeiros passos ou como se diz na renda de bilros, os meus primeiros piques, aprendi-os com a professora Beatriz Soneira. Depois passou-se tudo em cadeia, fui tendo contacto com outros professores (Mariña Regueiro, José Llinares, Alicia Sevilla, Nieves Díaz), que me deram e me dão a conhecer diferentes técnicas e pontos de vista da renda, o que é muito enriquecedor para mim. A renda de bilros é um universo amplo e maravilhoso de técnicas e culturas, no qual ainda estou em período de descoberta e aprendizagem.

Pelo caminho da renda de bilros comecei a experimentar outras técnicas têxteis interessantes, entre elas o bordado, as bainhas abertas e o ponto de embutido, que combino com as rendas nas composições que faço. Para aprender os pontos básicos e para começar a bordar sobre os meus desenhos, contei com os ensinamentos da costureira Clotilde Vaello.

Que tipo de linha costuma utilizar?
Utilizo uma variedade de géneros, desde o algodão, que é o que mais uso, até ao cetim, seda, lã, linho, linhas metalizadas…Todo o tipo de fios que possa experimentar e origine o resultado esperado de acordo com a técnica de lavores que pretendo executar, de diferentes fabricantes e artesãos. Também a grande gama de cores, grossuras e texturas que proporciona a casa DMC.


Explique-nos que projetos realizou com as linhas DMC, que lhe enviámos.
Exclusivamente com linhas DMC elaborei estas três propostas: consistem em dois panos em forma de selo, que vêm elogiar todos os trabalhos artesanais. Este elogio é dirigido em particular às pessoas que conheço melhor e com quem tenho mais contacto, mas sem esquecer todas as mãos artesãs em diferentes campos.

Um deles apresenta a frase ou desabafo “Mamã, quero ser rendilheiro” dedicada a todas e todos os rendilheiros, que diariamente se colocam diante do seu mundo a saborear e disfrutar os seus lavores.

O outro pano também é um reconhecimento com um ditado muito conhecido, que se costuma dizer no mundo da costura, quando andas com pressa e te esqueces de usar o dedal ou simplesmente te distrais e não o usas, “Costureira sem dedal, cose pouco e cose mal.”. Alguém to diz, rapidamente te lembras de o usar, pões o dedal e ainda esboças um sorriso enquanto trabalhas.
Estas duas peças foram realizadas com as linhas Mouliné Spécial, Mouliné Métallisé, Mouliné Pearlescent Effects, Mouliné Satin e Special Dentelles. É de referir que as rendas foram realizadas com a linha branca Mouliné E940 “ Glow in the dark”, que é fosforescente, combinada com as cores da linha Mouliné e Mouliné Satin.



A terceira peça é outro dos meios em que aplico a renda de bilros. Um chapéu com base em cestaria, laço de linho com volume e três linhas bordadas a condizer com uma orquídea em renda contemporânea e tridimensional e com um ramo natural de um arbusto.

Para esta peça utilizei as seguintes linhas: Diamant em tom rosa e Mouliné Fluorescent Effects.

Gostaria de destacar que os desenhos das três peças são meus, mas muito importante, neste caso as rendas são de diferentes autores, sobre as quais me documentei em diferentes bibliografias e reproduzi segundo as minhas necessidades, para implementar nos conjuntos.


Qual é o seu projeto favorito, que tenha feito com rendas de bilros?
Todos são favoritos, tal como serão os do futuro. Cada um me proporcionou aprendizagem e muitos bons momentos, tal como um ou outro menos bom durante a sua elaboração. Penso que isto se passa com todos os trabalhos que fazes por gosto. Esta pergunta é um pouco comprometedora, mas vou destacar um de forma anedótica, apesar de todos seguirem a mesma linha com aspetos diferentes.

Realizei uma vez renda em lã para a coleção “4.0_ Contenido Manifesto” da designer Celialvarez, apresentada na XXI Mostra do Encaixe de Camariñas, 2011. Ela desenhou a coleção e pediu-me rendas de bilros realizadas com lã para combinar com as rendas de formato habitual e os tecidos correspondentes, que decidimos e estudámos a partir das suas peças. O interessante desta proposta, entre muitas outras coisas, foi ter sido a primeira vez que tive que ampliar de forma considerável a escala dos piques para poder aplicar a grossura da lã, comparativamente ao tamanho normal de uma renda de bilros. Todos os trabalhos te ensinam algo novo e embora possam parecer uma loucura, geram satisfação.



Renda de bilros feita com Mouliné Efeitos Luminosos E940 branco que brilha no escuro.

Conheces mais rapazes ou senhores que façam bilros?
Sim, sem ir muito longe, o meu professor e na minha aula andam mais dois alunos, o Manuel e o Juan. Além disso tenho dois amigos, que também estão a aprender e o tornaram num dos seus hobbies.

Nos encontros dedicados à renda de bilros felizmente a afluência masculina é cada vez maior. Não só a nível nacional, mas também no estrangeiro. A prova disso é o Simpósio Internacional de Jovens Rendilheiros realizado em Pavia (Itália), onde contactei com um dos rendilheiros de bilros provenientes da República Checa. 
Não somos muitos, mas penso que estamos bem representados.

Há gente jovem a fazer bilros? Como pensa que se poderia modernizar a técnica ou torná-la mais atrativa ao público jovem?
Nesta pergunta passa-se o mesmo que na anterior. Claro que há gente jovem, mas em medidas menores. Tentamos ter um lugar e que a renda de bilros continue por um bom caminho e com vista ao futuro.
Devido à experimentação existe uma técnica estudada e estabelecida com formas, volumes, teorias de cor, diferentes utilizações, materiais, etc. Estamos muito habituados a vê-lo interiorizado e utilizado de forma tradicional em cor branco ou cru, em enxovais, peças de decoração, no estilismo e em todo o mundo da moda entre outros.

Também é rotulado por algumas pessoas como um objeto ou uma tendência kitsch, mas à parte desta visão social genérica há jovens e não tão jovens a experimentar, estudar e criar peças com base na renda de bilros. 
Há que reconhecer o seu brilhante trabalho artístico nestes tempos, é uma pena que não seja tão apreciado a nível social.
Na minha perspetiva e pelo que me ensinaram e ensinam os meus professores, é necessária uma boa técnica de base na renda de bilros para desenvolver as diferentes técnicas e aplicar essas teorias corretamente, para a partir daí fazer voar a imaginação até onde te quiser levar. 

Muito obrigada Daniel, vamos continuar a acompanhá-lo de perto!
Entretanto pode visitar o seu blogue e a sua página do facebook para ver todos os seus trabalhos. Todas as fotos do Daniel e das suas peças são de Marcos Vigo.


Diamant é uma linha suave e resistente, ideal para bordados em relevo, com um bonito brilho, que oferece um resultado espetacular e versátil, uma vez que pode ser trabalhado em frioleiras, bilros e bordado. Agora já se pode trabalhar com 12 cores, uma vez que às já existentes se acrescentaram 6: branco, rosa, vermelho, verde, castanho e preto, todas elas 100% poliéster. A sua capa de silicone permite que deslize e não se parta. Já está disponível nas melhores retrosarias de Portugal e na nossa loja online.

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