terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Entrevista a Danielle Clough, sul-africana que borda em raquetes


Danielle Clough é uma designer, fotógrafa, videojockey e bordadeira natural da Cidade do Cabo na África do Sul. Estudou direção artística e design gráfico e além disso é bordadeira autodidata. As suas raquetes bordadas chamaram-nos a atenção e fizemos-lhe esta entrevista para conhecer melhor a sua obra.


Tens formação em design e estás mais habituada a trabalhar ao computador do que à mão. Quando e porque começaste a bordar?
Sou autodidata no bordado. Quando estava a estudar, fazia bonecos para ganhar algum dinheiro extra. Um dia desenhei um coelho numa tela e bordei-o, porque não tinha nada melhor para fazer e desde aí continuei com o bordado. Sempre lhe chamei desenhar com fios até que dei conta que na realidade estava a bordar.



Dizes que os teus bordados são inspirados em temas eróticos, emojis e mascotes. São estes os temas que mais te inspiram?
As coisas que me inspiram vão sempre mudando, mas o que mais me inspira são as cores ou o desafio de criar algo duma nova maneira. Muitas vezes o desenho que bordo é secundário, o que interessa é criar algo duma forma que nunca tenha feito antes.



Que tipo de fio costumas usar?
Uso muitos tipos de fio, depende do trabalho. Para as peças maiores utilizo lã e até fio de plástico tipo scobidou. Para as peças mais pequenas utilizo fio para bordado. A verdade é que não conheço muito bem “as regras” e qual o melhor material para cada trabalho. Prefiro assim porque descubro sempre truques novos!


Como bordas em raquetes, como preparas o desenho? Já tínhamos visto bordado em coadores mas nunca em raquetes.
Sou uma bordadeira bastante caótica e vou criando as obras livremente, uma cor de cada vez. O truque é que o próprio desenho se vá criando e ter o cuidado de não fazer um ponto sobre o outro, porque às vezes o bordado fica tão grosso que não se pode passar a agulha! Um conselho é ter atenção para que os detalhes importantes do desenho não fiquem sobre o vértice dos quadrados.




Quando bordas sobre tela como é o teu processo de trabalho? Esboças primeiro sobre papel ou diretamente sobre a tela?
Primeiro tiro uma foto ao que quero bordar (a não ser que seja algo ou alguém que não posso fotografar, como um ator). Gosto de ter o controlo sobre a imagem inicial, porque assim posso controlar a luz e a composição. Depois transfiro para a tela. Às vezes pinto sobre a foto para ter uma ideia das cores que vou utilizar.



Tens alguma recomendação para quem queira iniciar-se no bordado?
Na verdade recomendo que se divirtam. Não tentem obter a estética ou o look de alguém, só o que vos atraiu no bordado (as cores, as telas, o processo, etc.). Não é uma competição, é apenas um hobby! 


Muito obrigada, Danielle! Pode segui-la no seu Instagram e ver muitos mais bordados.




   

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