domingo, 7 de junho de 2015

Entrevista a Claudia Orengo: bordando sobre postais



Claudia Orengo é uma jovem designer gráfica de Barcelona radicada em Berlim com paixão por coisas feitas à mão e com este projeto uniu design gráfico e ponto de cruz, dando-lhe uma imagem renovada.

Fizemos-lhe esta entrevista para nos contar mais sobre este projeto.


Quando e porquê começou este projeto?


Este projeto é consequência do meu projeto final de curso. Há 5 anos, no fim do curso de design gráfico, escolhi a DMC e os lavores tradicionais como tema central. Queria procurar maneiras de modernizar essas técnicas tradicionais tão bonitas, mas que se estavam a perder nas novas geraçõesO projeto foi muito interessante e adorei estar quase um ano a trabalhar nesse tema. Por isso uns meses mais tarde continuei a dar voltas ao conceito e surgiu esta ideia.

A verdade é que os postais e os livros antigos sempre me fascinaram. Sou uma fanática das viagens. Os postais foram durante muitos anos o símbolo do aventureiro, das viagens e das novas experiências. Resumir num espaço tão pequeno as emoções e os lugares novos que uma pessoa descobre, mandar essa recordação por correio para chegar aos nossos entes queridos, que se encontram do outro lado do mundo... para mim tem muita magia. Assim pareceu-me muito bonito trabalhar conceitos tradicionais como o ponto de cruz e os postais, uni-los e criar obras de arte com um toque moderno.


Onde arranjas os postais?

Comecei com postais antigos, que comprava ao domingo no mercado de Sant Antoni em Barcelona. Adoro esse mercado, em pequena ia com toda a família trocar cromos e procurar livros interessantes.

Agora cada vez que tenho a oportunidade de viajar e encontro postais antigos, compro-os para os trabalhar no meu projeto. Nos últimos três meses estive a viver em Berlim, por isso muitos dos postais que tenho agora no meu site são de lá. A única coisa que me aborrece é que não percebo muitos deles, porque o meu Alemão é demasiado básico.


Como aprendeste a bordar?

As minhas avós e a minha tia ensinaram-me em pequena, mas não me entusiasmava como agora. Anos mais tarde, quando fui para a Dinamarca no Erasmus, recuperei a paixão pelos lavores. Fiz muito tricô e croché e bordei em ponto de cruz.


Que fio utilizas?

Mouliné da DMC. Adoro ter mil meadas de cores ou encher a minha caixa de lavores e ordená-la por gamas. Sou louca por cores!


Como é a tua técnica para bordar sobre papel?

Bordo da mesma maneira como se fosse tecido, em ponto de cruz. Primeiro desenho o esquema num papel quadriculado e depois passo para outro papel, que imprimi com a proporção final com que quero os meus pontos. Quando tenho a localização exata do desenho, faço os furos necessários com a agulha no postal e finalmente bordo.


Qual a peça maior que fizeste?

Com esta técnica sobre papel, o maior que fiz foi um bordado sobre um mapa antigo impresso em pergaminho, mas não é muito grande. O mapa é tamanho A4.

Já experimentaste bordar com outros pontos?

A verdade é que nunca aprendi outros pontos. Está pendente!


Muito obrigada, Claudia! Isto sim é ser fanática por ponto de cruz!


Se quiser ver os trabalhos da Claudia, visite a sua página aqui.








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