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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Porquê tricotar com Woolly?


A nossa Lã Woolly é 100% merino, uma lã virgem pura que provém exclusivamente de ovelhas desta raça. A lã Merino é de qualidade superior, muito apreciada pela sua extrema maciez graças às suas fibras longas, finas e muito encaracoladas. 

Além disso, tem muitas propriedades não encontradas noutras lãs, tais como ser antibacteriana, protege contra os raios UV, transpirável e termorregulável, entre outras, e como é um produto totalmente natural, é biodegradável e reciclável.

Woolly tem o certificado Woolmark que garante que um produto é da mais alta qualidade e é feito a partir de pura lã virgem proveniente da tosquia de animais saudáveis e vivos.


Porquê escolher Woolly?

Lã de ovelha 100% merino, possui todas as qualidades que se podem exigir de uma fibra de lã.



Uma questão de ética e sustentabilidade

Os criadores de ovinos merino de hoje partilham a preocupação com o ambiente, a ecologia e a sustentabilidade, por isso cuidam muito bem das suas ovelhas, fazem a tosquia na altura certa e cuidadosamente para não machucar o animal ou prejudicá-lo, recolhem a sua preciosa lã com muito cuidado para que chegue ao consumidor em ótimas condições.




Woolly tem o certificado "Mulesing free"

A DMC é muito consciente da conservação do ambiente, da natureza e do NÃO AOS MAUS TRATOS DE ANIMAIS. É por isso que cada vez mais produtos DMC são certificados nestas direções. O certificado Mulesing Free indica que Woolly é uma lã extraída de ovelhas merino que foram naturalmente cuidadas e não foram sujeitas a um tratamento de longo alcance chamado "mulesing". É uma técnica assustadora utilizada por alguns fabricantes para prevenir a infecção pela mosca Lucilia Cuprina, que põe os seus ovos nas pregas da pele do animal. Com este certificado é evidente que Woolly é uma lã superior, considerada um luxo da natureza.


Vive a experiência Woolly

A lã de Merino Woolly proporciona-lhe experiências únicas:


Tece relações humanas, sociabilidade, cumplicidade, alegria, amizade.

Desenvolve a imaginação, a criatividade, novas ideias.

Personaliza uma peça de vestuário, desfruta de usar algo único.

Recebe satisfação, auto-estima, felicidade, positivismo.

Sente bem-estar, conforto, prazer, ilusão, relaxamento, 
auto-controlo, concentração.

Sê solidário com a tendência para o natural, o autêntico,
à reciclagem e à sustentabilidade.





Woolly está disponível em retrosarias de Portugal 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Workshops DMC na Feira Internacional do Artesanato 2017


A DMC, em colaboração com a Editorial Nascimento e a exemplo dos anos anteriores, vai estar presente na FIA 2017, de 24 de junho a 2 de julho na FIL em Lisboa, para mostrar novidades e oferecer mais workshops animados.


Bolsa para lenços de papel


Pulseiras em macramé


Pregadeira flor em croché

Nos nossos workshops poderá aprender ou aperfeiçoar croché, tricô ou bordado com as nossas formadoras altamente qualificadas.


Bordado em tela de cortiça


Bastidor com bordado em linho

Venha conhecer as novidades DMC e também as últimas edições das revistas da Editorial Nascimento!


Boneco dudu em croché


Bordado sobre tela de nylon


Rosetas triangulares

Os workshops são grátis, têm a duração de 2 horas e são limitados a 10 participantes. As inscrições nos mesmos são feitas no próprio dia do workshop pretendido no stand da Editorial Nascimento.


Venha à FIA 2017! Inscreva-se e divirta-se muito connosco!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Dia Mundial de Tricotar em Público 2017


Fazer tricô é bom, rejuvenesce e promove a amizade! O Dia Mundial de Tricotar em Público é já no dia 10 de junho e este ano, como habitualmente, um pouco por todo o país haverão encontros, reuniões, ações e piqueniques, em que o tricô é o mote para o convívio, partilha de experiências, dicas e truques, aprendizagem de novos pontos e, claro, fazer muita malha!

Junte-se a outros fãs de tricô e venha comemorar o Dia Mundial de Tricotar em Público, no próximo dia 10 de junho num local perto de si.


Deixamos alguns locais onde pode tricotar com a sua família ou amigos!

Em Lisboa a loja Arco-Íris a Metro, com o apoio da DMC, vai estar com o seu grupo “As Maluketes do Tricô” pelo Parque das Nações, no Jardim do Passeio dos Heróis do Mar, para receber quem quiser conviver, rir muito e tricotar à beira-rio. Aqui encontra toda a informação sobre o evento.  Apareça, vai ver que será bem divertido!


Arco-Íris a Metro
Alameda de Guerra Junqueiro 34 – Laranjeiro
Tel. 21 259 6135


Para as meninas da zona de Cascais, a loja The Craft Company, também com o apoio DMC, promete mais um dia animado, com muito convívio, boa disposição e muito tricô. A Câmara de Cascais juntou-se ao evento e cedeu gentilmente 100 cadeiras para que todos possam tricotar confortavelmente!
Aqui encontra todos os pormenores deste encontro.  Apareça vai ser um dia muito bem passado!



The Craft Company - Store & Workshops
Pr. Dr. Francisco Sá Carneiro Nº 4-B
2750-350 Cascais
Tlm.: 915003244
Venha experimentar as diversas gamas dos fios Natura, Woolly ou 100% Baby entre outros, partilhe connosco as fotos do seu trabalho e divirta-se muito!

Veja ainda a informação sobre outros encontros de tricô em diversas zonas do país aqui, apareça com os seus fios e tenha um feliz Dia Mundial do Tricô!



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Aprender tricô na margem sul

Está provado que fazer tricô relaxa, aumenta a autoestima, ajuda à concentração e combate a ansiedade.


A loja Arco-Íris a Metro no Laranjeiro organiza aulas grátis de iniciação ao tricô. Inscreva-se e receba um novelo DMC e umas agulhas para aprender e treinar os seus primeiros pontos de tricô. Às terças, quintas e sábados das 15h00 às 18h00 apareça e divirta-se!


Toca a tricotar!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Tutorial: Gola em tricô com Woolly 5

Hoje trazemos-lhe conforto e suavidade juntos numa gola tricotada com Woolly 5, a nossa lã 100% merino.


Adequada a peles sensíveis pela sua delicadeza e suavidade, a lã Woolly 5 da DMC não faz borbotos e proporciona uma agradável sensação de conforto.


Material:

5 novelos de Woolly 5 na cor à sua escolha (O modelo foi realizado com a cor 01)
Agulhas de tricô nº 5,5
1 agulha para coser lã

Aqui encontra todas as explicações necessárias para a realização deste projeto.

Pontos de tricô utilizados:

Canelado 2x2:
1ª carreira: *2 malhas em meia, 2 malhas em liga*. Repita de *a* até ao final da carreira.
2ª carreira: *2 malhas em liga, 2 malhas em meia*. Repita de *a* até ao final da carreira. Repita estas 2 carreiras.

Canelado 3x2:
1ª carreira: *3 malhas em meia, 2 malhas em liga*. Repita de *a* até ao final da carreira.
2ª carreira: *3 malhas em liga, 2 malhas em meia*. Repita de *a* até ao final da carreira. Repita estas 2 carreiras.

Canelado 4x2:
1ª carreira: *4 malhas em meia, 2 malhas em liga*. Repita de *a* até ao final da carreira.
2ª carreira: *4 malhas em liga, 2 malhas em meia*. Repita de *a* até ao final da carreira. Repita estas 2 carreiras.

Amostra:

Canelado 2x2: 10 x 10 cm = 22 malhas x 20 carreiras

Realização:

Monte 102 m. e trabalhe em p. canelado 4x2 até que o trabalho meça 8 cm de altura total. Na carr. seguinte fará as primeiras diminuições da seguinte forma: faça 2 m. em liga, * 1 m. em meia, trabalhe 2 m. juntas em meia, 1 m. em meia e 2 m. em liga*. Repita de * a * até ao final da carr..
Continue a trabalhar em p. canelado 3x2 até que o trabalho meça 18 cm. Vai fazer as segundas diminuições nesta carreira: faça 2 m. em liga, * faça 2 m. juntas em meia, 1 m. em meia e 2 m. em liga*. Repita de * a * até ao final da carr.. Continue a trabalhar em p. canelado 2x2 até que o trabalho meça 32 cm. Remate todas as restantes m..


Acabamentos:

Dobre o trabalho ao meio e cosa o lado.


A pura lã merino apresenta a mais alta qualidade do universo das lãs com todas as qualidades da fibra natural, sem misturas, sem fibras sintéticas que possam macular a sua nobreza.
As suas fibras são muito leves e mais finas do que as de outras lãs, por isso não pica nem irrita a pele. A sua delicadeza e suavidade tornam-na adequada para as peles mais sensíveis.
As propriedades térmicas da lã merino regulam a temperatura corporal, absorvem a humidade e oferecem um conforto extra.



Woolly 5 está disponível nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online.  

sábado, 22 de outubro de 2016

WOOLLY HERITAGE, Inspiração Inglesa para a nova Gama de Cores


Sempre suave e de fácil utilização, a linha Woolly completa-se hoje com um elegante legado: WOOLLY HERITAGE.


Inspirada nos campos ingleses, quando se trabalha esta lã, obtém-se um look clássico e requintado. O seu aspeto especial foi conseguido devido a uma mistura harmoniosa de fibras de lã de diferentes cores, que com métodos complexos se unem para obter um efeito multicolor muito subtil. O resultado final é um fio de alta gama, cuja etiqueta Woolmark garante a qualidade da pura lã merino.


O WOOLLY HERITAGE apresenta-se em 12 novas cores para oferecer aos consumidores uma gama de matizes completa e criativa, que combinam na perfeição com as do clássico Woolly.


Esta nova contribuição vem enriquecer a nossa linha de lã 100% merino e é a herança do êxito do Woolly entre as fãs do croché e tricô. As lãs merino da DMC apresentam grandes qualidades por se tratarem de autênticas lãs merino: são transpiráveis, mais leves e suaves que as lãs tradicionais e não irritam a pele.


Todas as lãs merino da DMC foram submetidas a um tratamento específico para se poderem lavar à maquina sem se feltrarem e sem perderem as suas qualidades de origem.


WOOLLY HERITAGE está disponível nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online.











domingo, 10 de julho de 2016

Tutorial: Saco com pompons em forma de frutos


Hoje vamos falar de pompons! Os pompons são lindos, fofos e modernos. E para quem gosta de trabalhos manuais, mas não tem muito jeito para croché ou tricô, os pompons são ideais. Se consegue enrolar lã, usar a tesoura e atar nós, então consegue fazer pompons. É facílimo! Depois de feitos, esses pompons podem-se tornar em coisas muito fofas -  como pequenas frutas. Transformámos os nossos pompons num trio de frutas para decorar um saco para o verão. 



Materiais:

Woolly nas cores Pêssego (101), Amarelo (093) e Vermelho (052)
Kit para fazer pompons Art. 624153 
Cola para tecido
Saco em tecido liso
Fio Mouliné na cor verde (910)
Agulha para bordar
Caneta para transferir desenhos
Feltro verde
  

Passo 1
Enrole a lã num dos lados do kit de pompons.
Passo 2
Com um dos lados enrolado, feche o kit de pompons.
Passo 3
Corte o fio.
Passo 4
Enrole um pedacinho de lã à volta dos fios cortados.
Passo 5
Retire o meio pompom do kit de pompons e apare com a tesoura. Repita os passos 1-5 com todas as cores dos fios.
Passo 6
Disponha os pompons no saco e use a caneta para desenhar os pauzinhos das frutas.
Passo 7
Com a agulha e fio verde borde os pauzinhos. Quando acabar, pode lavar o saco na máquina para remover todos os traços da caneta.
Passo 8
Coloque uma porção de cola em cada pompom.
Passo 9
Pressione cada um deles no local escolhido do saco e deixe secar bem.




Este saco é sucesso garantido! Todas lhe vão perguntar onde o conseguiu e vai poder dizer: “Fui eu que fiz!”. Divirta-se e mãos à obra!

Encontra todos os materiais para realizar este projeto na loja DMC online! 




quinta-feira, 16 de junho de 2016

Dia Mundial de Tricotar em Público 2016


Tricotar está na moda! O tricô acalma, ajuda à concentração e faz bem à saúde! Este sábado, 18 de junho comemora-se mais um Dia Mundial de Tricotar em Público. De norte a sul de Portugal multiplicam-se convites para eventos, piqueniques, encontros de fãs de tricô, mulheres e homens, para passar a tarde a tricotar, partilhar experiências, truques e dicas, aprender técnicas novas e fazer amizades.

  
Cascais, Lisboa, Coimbra e Loulé são alguns dos locais onde os fãs do tricô se vão encontrar. Deixamos aqui alguns endereços para poder escolher o local que mais lhe convém.




Se estiver em Cascais ou por perto, junte-se à DMC e à loja The Craft Company e venha passar uma tarde diferente e divertida a tricotar. O desafio é trazer um banco, cadeira ou manta para se sentar, as suas agulhas e lãs e muito boa disposição! Deixamos algumas fotos do evento de 2015, esperando que este ano seja muito melhor.

The Craft Company - Store & Workshops
Pr. Dr. Francisco Sá Carneiro
Nº 4-B
2750-350 Cascais
Tlm.: 915003244





Experimente a sensação de tricotar com as diversas gamas dos fios Natura, Woolly ou Baby entre outros e partilhe connosco as fotos do seu trabalho.


Divirta-se na festa do tricô!



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Entrevista a Diana Meneses Cunha da Oficina 166

Diana Meneses Cunha, criadora da Oficina 166 é conhecida pelas suas peças de tecelagem contemporânea tecidas em ramos naturais. Fizemos-lhe esta entrevista para ficar a conhecer melhor o seu trabalho.


Diana, fale-nos um pouco do seu percurso.

Desde adolescente que gosto de trabalhos manuais. Comecei com o ponto de cruz (sempre com fios da DMC), passei pelos tapetes de Arraiolos, bijuteria, trabalhos com papel e cartão e aventurei-me na costura, sempre de uma forma autodidata, consultando livros e os tutoriais que se encontram na internet. Mesmo depois de começar a trabalhar na banca, tentei sempre manter-me ocupada e consegui conciliar um hobby com a carreira profissional e a família.  
Em 2009 mudámo-nos para Luanda (Angola) e durante os 6 anos, que lá vivemos, tive de deixar a minha criatividade de lado. Não só o dia-a-dia em Luanda é desgastante, como os materiais necessários são escassos, já para não dizer inexistentes.
No início de 2015, altura em que completei 41 anos, senti uma necessidade enorme de abrandar o ritmo de vida e de voltar a desenvolver a minha criatividade. No fundo, acompanhar a tendência para o “fazer à mão” a que assistimos agora. O regresso definitivo a Portugal no final do ano passado fez com que fosse possível voltar a criar.


Como e quando começou a tecer?

Nas minhas “viagens” pela internet, principalmente no Pinterest, descobri o weaving (tecelagem) contemporâneo e as peças lindas que se fazem, nomeadamente tapeçarias de parede. Foi amor à primeira vista. Comecei a seguir a Maryanne Moodie (uma reconhecida artista têxtil australiana que vive atualmente em Nova Iorque) e tive a felicidade de poder frequentar os seus workshops em Nova Iorque no verão do ano passado, desde o nível iniciante ao nível avançado.
Já sabia nessa altura que em Portugal era muito difícil encontrar teares para venda, por isso trouxe comigo o tear (já incluído nos workshops) e um tear maior, porque percebi logo que iria querer fazer peças maiores. Não larguei o tear desde então.


Como surgiu a ideia de tecer em ramos naturais?

Eu já tinha uma tendência para aproveitar ramos encontrados na rua. Tenho no quarto da minha filha um ramo enorme, que parece uma árvore e que encontrei na rua num dia de temporal.
As minhas primeiras experiências de tecelagem foram precisamente em ramos. Estava em Angola e não tinha tear, logo, inspirando-me em algumas imagens que vi no Pinterest, fui para a rua em busca de ramos. Claro que eram pequenos (50 cm máximo).
Já em Portugal, comecei a tecer em ramos/troncos grandes graças ao responsável pelo visual merchandising da loja, para a qual fiz especialmente umas peças para a montra, o Raul Torcato. A ideia inicial era fazer uma tapeçaria de parede grande, mas depois o Raul desafiou-me a tecer em 7 ramos grandes, que ele próprio arranjou e tratou. Aceitei de imediato e ainda bem, pois os ramos são lindos, enormes (cerca de 2 metros) e o resultado foi surpreendente.



Quais os seus favoritos? Teares ou ramos?

Pergunta difícil.
Sem sombra de dúvida que os ramos são peças que se destacam pela sua originalidade, principalmente pela sua dimensão. Contudo, tecer em tear permite-nos explorar mais, aplicar melhor todas técnicas e usar todos os tipos de fios.
Os ramos são, sem exceção, um desafio. O maior é montar a teia e mantê-la no lugar, devido à sua forma irregular; depois vem a dificuldade em trabalhá-los, pois não se trata de um tear que fica estável em cima de uma mesa. Num tear nós tecemos horizontalmente, num ramo fazemo-lo na vertical, ou seja, é como fazer um desenho de lado.
Pensando bem, depois de terminados, o meu coração é capaz de bater mais por um ramo do que por uma peça feita em tear. Mas, claro, tudo depende da peça.


Que tipos de fios utiliza habitualmente e qual o seu preferido?

Em cada peça gosto muito de usar fios diferentes, pois essa é uma das formas de obter várias texturas: lã, algodão, trapilho, ráfia, cordão de algodão (usado normalmente no macramé), etc.
Utilizo maioritariamente lã. Gosto muito da lã de Arraiolos (tem imensa variedade de cores) e raramente dispenso lã para feltrar (ou penteada), pois parece algodão e pode ser tingida de várias cores. É capaz de ser a lã que mais sucesso faz pela textura.
Nos ramos é normal tecer com fios mais grossos (a teia fica normalmente mais espaçada do que num tear) e por isso utilizo mais lã. Nas peças de tear, aproveito para usar os fios mais finos.  
Ainda não experimentei linho e seda e está nos meus planos fazê-lo em breve.

Quais os fios DMC que já experimentou nos seus trabalhos? Qual o seu preferido?

Gosto muito do Woolly (100% lã merino) e adoro os Natura e Natura XL (100% algodão). Para além da sua textura, as cores disponíveis são lindas. Usei-os na tapeçaria grande “Matilde” nos tons rosa/salmão, azul e verde água.     


Desenha os seus próprios modelos? Como é o seu processo de trabalho?

Nunca desenho antes. Fi-lo uma única vez e saiu uma coisa tão diferente que, a partir desse momento, percebi que não valia a pena. A minha criatividade funciona muito melhor no tear do que no papel.
As únicas coisas que preciso de decidir antes de começar cada peça é o tamanho (para escolher que tear usar) e as cores. Depois vou buscar todas as lãs e fios das cores escolhidas e espalho-os em cima da mesa (e chão, quando são muitos). Finalmente, decido se vou começar pela parte de baixo da peça (o mais normal) ou se começo pelo topo, sendo que neste último caso, o processo é feito “de pernas para o ar” (é como desenhar um boneco com o papel de pernas para o ar, a cabeça em baixo e os pés em cima).
E começo a tecer. Às vezes, durante o processo, perguntam-me como vai ser a peça e eu não sei. Logo se vê. Raramente me falta inspiração, mas quando acontece, é hora de parar e ir fazer outra coisa qualquer.
Depois de terminada, retiro a peça do tear e tiro fotografias para atualizar o site e as páginas da Oficina 166 nas redes sociais.  



Quais são as suas fontes de inspiração?

Inevitavelmente a internet. Comecei com o Pinterest, mas estou rendida ao Instagram. Sou capaz de ter centenas de fotografias de peças feitas por artistas de todo o mundo, mas o facto é que raramente vou revê-las antes de fazer uma peça.
Sigo várias artistas, não só as mais conhecidas (como a Maryanne Moodie e a Natalie Miller) mas também muitas outras. Sigo, por exemplo, uma norte-americana, cujas peças eu não aprecio, mas que utiliza técnicas diferentes, que resultam nuns efeitos e texturas pouco comuns.
E claro que me inspiro no que me rodeia, seja uma paisagem, uma planta, uma peça de roupa, um arranjo de flores, uma obra de construção, um chão, um prato de comida...


Quanto tempo demora a fazer uma peça como esta?

O facto de ter 3 filhos (os dois rapazes já são adolescentes mas a mais nova tem 3 anos) e de trabalhar a tempo inteiro não me deixa muito tempo para me dedicar à Oficina. Só me sento à frente do tear ou ramo a partir das 22h e aos fins-de-semana.
A tapeçaria de parede “Matilde” mede 1,00 m x 1,30 m. Trabalhei nela cerca de 3 horas por dia, mais ao fim-de-semana. Demorei uma semana e meia. Mas apenas porque tudo correu de feição. Já tive peças mais pequenas que em proporção demoraram mais tempo, porque houve dias em que não lhes toquei.
  

Fale-nos um pouco da “Oficina 166”.

A Oficina 166 tem cerca de 4 meses. Quando percebi a recetividade que o meu trabalho tinha, decidi criar a minha marca e começar a divulgar as minhas peças já com uma identidade criada.
Porquê “Oficina 166”? Sempre gostei de fazer coisas à mão e o número da minha porta é o 166. Apesar de estar agora focada na tecelagem, posso querer explorar também outras artes e desenvolvê-las em simultâneo. Gosto de inovar e de misturar técnicas e um exemplo disso é a tapeçaria de parede “Matilde”, que em vez de franjas tem trabalho de macramé.
Um dos objetivos da Oficina 166 é ajudar a divulgar a arte da tecelagem contemporânea e para isso está em curso a organização de workshops. Tenho outras ideias e iniciativas que gostaria de realizar, mas tudo a seu tempo.


Qual o seu próximo projeto?

Uma tapeçaria de parede (em tear) que me foi encomendada, de tamanho médio e em tons de preto, cinza e branco.

Obrigada Diana, gostámos muito de conhecer o seu trabalho.


Aqui pode ver tudo sobre a Oficina 166.
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