quinta-feira, 9 de abril de 2015

Entrevista a Zélia Évora do “Gang da Malha”



É com muito gosto que lhe apresentamos hoje a Zélia Évora, artesã portuguesa das Caldas da Rainha que adora tricotar e impulsionadora do projeto “Gang da Malha”.


Porquê e quando começou a fazer tricô?

Comecei a fazer tricô aos 8 anos. A minha mãe fazia e naturalmente ensinou-me, assim como a fazer croché. Aprendi com ela o básico. Depois como era curiosa, comecei a tentar coisas novas. Aos 12 fiz a minha primeira camisola em jacquard. A minha vizinha via as coisas nas revistas e vinha pedir-me ajuda para descobrir como se fazia. Eu não sabia ler esquemas, mas pela imagem chegava lá!


Utiliza outras técnicas no seu dia-a-dia?

Outras técnicas? Não. Eu sei fazer croché, mas habitualmente só faço tricô. Mais meias com 5 agulhas, que é a minha favorita. Sei fazer muitos pontos, que aprendi ao longo do tempo, sozinha. Mas o que mais gosto é das coisas simples. Gosto sempre mais dos trabalhos em malha de meia do que pontos trabalhados.


Que tipo de fios utiliza habitualmente e qual o seu preferido?

Habitualmente uso lãs naturais. Não gosto de nada sintético. Às vezes para um gorro fio manualmente a lã, mas normalmente compro. Gosto de lã artesanal. Da DMC a minha favorita é a Woolly.


Como prepara os seus projetos?

Penso apenas e passo logo para a ação. Não faço nem esboços nem esquemas, quando são para mim. Claro que se for para alguém fazer, já penso de outra forma, mas idealizo na cabeça e faço. Não tenho um processo organizado. Faço tudo como no meu trabalho com tecidos em ateliê. Não tenho desenhos de nada. Penso, executo.


Como nasceu o “Gang da Malha”?

O GANG da malha nasceu duma ideia de ocupar os cafés na nossa cidade. Eu moro nas Caldas da Rainha. Um amigo meu, o Filipe Santos, desafiou-me para cabecear este projeto de ocupação de cafés à noite e o mote era o tricô. Mas calhou ser o tricô, não foi uma coisa muito pensada. Aconteceu assim de um dia para o outro e teve um boom engraçado pelo país. São apenas encontros que organizamos na nossa página no facebook. 



Onde os podemos encontrar?

Basta ir ao facebook à página do GANG da malha. Todas as semanas são colocados os encontros das várias localidades. 


Quem pode aprender convosco?

Não somos uma escola de tricô, apenas promovemos os encontros. Qualquer um pode aparecer. Se não souber tricotar, certamente alguém ensina.


Qual o seu próximo projeto?

Estou a fazer um casaco. Já foi feito mas "perdi-o"! Vou voltar a fazer, faz parte de um projeto editorial, que sai no final do ano e quero que ele esteja junto às outras peças. 

Há mais alguma técnica que gostaria de aprender?

De tricô? De tricô gostava de explorar mais o fair isle


Obrigada Zélia, muito sucesso para o futuro!

Aqui pode saber mais sobre o trabalho da Zélia Évora!

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