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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Entrevista a Sheena Liam


Sheena Liam é uma modelo, que começou a bordar para passar o tempo entre sessões fotográficas e viagens de trabalho. Os seus bordados de mulheres com tranças estão por toda a internet e agora trabalha tanto como modelo como como bordadeira. Fizemos-lhe esta entrevista para a conhecer melhor.

Retrato de Sheena Liam por Hanna Hilier

Quando começaste a bordar e como aprendeste?
A minha mãe tentou ensinar-me a bordar quando era pequena, mas parecia-me aborrecido e repetitivo, sempre os mesmos desenhos de flores, borboletas e animais. O meu processo foi mais desenhar e descobrir que podia simplesmente bordar os meus desenhos em vez daqueles que me davam.


O bordado é um passatempo ou trabalho para ti?
Sinceramente agora é as duas coisas.


O teu trabalho está focado no corpo feminino e no cabelo. Porquê?
Nunca foi minha intenção, mas desde pequena que sempre desenhei mulheres e foi assim também nos meus bordados. 


Já trabalhaste com fios de cor?
Sim, já trabalhei com fios de cor DMC para uma animação de doze bordados em ponto de cruz baseados no mural, que o artista Ernest Zacharevic pintou na Noruega. Pode vê-los aqui.

Que pontos de bordado costumas usar habitualmente?
Sinceramente não sei o nome, penso que é o ponto atrás.


Tens algum conselho para quem queira começar a bordar?
Vai à aventura. Mais tarde preocupas-te com a parte técnica. Se nunca começares a bordar, nunca vais aprender.


Menciona 3 bordadeiras que admires:

Se gostou do trabalho da Sheena, siga-a no seu Instagram.


terça-feira, 30 de maio de 2017

9 bordadeiras que deve seguir no Instagram – 3

Voltamos com o 3º grupo de bordadeiras, que devia seguir no Instagram. 
O bordado está muito na moda e no Instagram descobrimos todos os dias artistas incríveis. Esperamos que a inspire a bordar tanto como a nós!

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Entrevista a Ipnot, bordado miniatura hiper-realista em ponto de nó


Estamos fascinados com os bordados da japonesa Ipnot, porque nunca tínhamos visto nada parecido. Bordados miniatura realizados simplesmente com ponto de nó. Fizemos-lhe esta entrevista para que nos explicasse como trabalha e como surgiu esta ideia.


De onde vem o nome Ipnot?
Esse nome era a minha alcunha em pequena. Passei a infância rodeada de gente muito criativa e isso marcou-me.


Quando começaste a bordar e como aprendeste?
Comecei a bordar há 4 anos. Aprendi de forma autodidata.  A minha avó costumava bordar quando eu era pequena e via-a a bordar muitas vezes. No início realizava o bordado com pontos que aprendi sozinha e depois fiquei fascinada com o ponto de nó. Desde aí passei a bordar apenas com esse ponto.  Adoro ver as bolinhas a juntarem-se para criar um desenho.



Que tipo de fio usas?
Uso sempre o fio Mouliné da DMC. Tem 6 cabos, mas só uso um. Adoro que tenha uma paleta de cores tão grande.


Quanto tempo demora a fazer uma das tuas peças?
Depende do desenho. Por exemplo, uma das peças redondas do meu projeto intitulado “501 embroidery”, que tem 3 cm de diâmetro, demora entre 6 e 12 horas.



Que tipo de suporte utilizas?
Uso sempre tela de algodão fina e agulha fina.


O que recomendas a alguém que queira começar a bordar?
O bordado não é tão difícil como pensas. Primeiro de tudo necessitas do seguinte material: bastidor, tela, fios, agulhas e tesoura. Escolhe uma tela apertada de algodão. Eu prefiro sempre fios DMC.
Utiliza agulhas com furo grande e pratica os pontos mais básicos como o ponto atrás, ponto pé de flor, ponto lançado... (ver aqui)
É importante, especialmente para principiantes, conhecer estes pontos. Borda sempre com a tela esticada no bastidor e depois é só relaxar e divertir!


O que aprecias mais no bordado?
Só uso o ponto de nó, por isso posso começar a bordar em qualquer ponto do tecido e escolho as cores que mais gosto. Vou bordando e se me engano, tapo com outro fio. Isto encaixa com a minha personalidade. Tenho sempre os meus instrumentos de bordado na mala, assim posso bordar em qualquer lado desde que tenha fio, tela e agulha. Adoro o som da agulha a atravessar a tela e relaxa-me, por isso é ideal para quando viajo. O bordado também me serviu para comunicar com as pessoas. Estou com as pessoas locais e as do outro lado do mundo. É uma grande forma de comunicação!


Obrigada! Vamos ficar atentos aos teus novos bordados!


quarta-feira, 29 de março de 2017

Apresentamos Kircum, os bastidores com orelhas


Em parceria com Flo Corretti apresentamos Kircum, os primeiros bastidores com orelhas (urso, coelho e gato) para bordar mas também para emoldurar e pendurar os seus bordados e tecidos preferidos. São de madeira e incluem um cabide metálico e um prego para pendurar na parede.
Também estão disponíveis em miniaturas para que os possa levar consigo para todo o lado. Incluem um cordão e são ideais para usar como colar.
Encontra os novos bastidores com orelhas nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online.


Entrevistámos Flo Corretti, a sua criadora para conhecer a mulher por trás deste projeto e como começou o mesmo.


Quem é Flo Corretti?
Flo Corretti é, neste momento, 70% mãe e 30% “tudo o resto”… No entanto sou a mesma de sempre, uma curiosa empedernida que partilha uma carreira profissional no setor editorial universitário com uma constante inquietude criativa. Nunca deixo de experimentar, idealizar, nem mesmo nestes momentos em que o meu tempo é escasso e as minhas olheiras enormes!


Quando e porquê começaste a bordar?
Familiarizei-me com agulhas, tecidos, fios e lãs com as minhas avós e a minha mãe... Mas, sem dúvida, uma pessoa e uma data foram o boom que me levou a bordar: em 2012 conheci Laura Ameba e a sua “Aguja Mágica” e desde então não parei de bordar. Com a prática apaixonei-me por esse “desligar de tudo” que exige o bordado e aprendi a apreciar a concentração que requer para que as coisas saiam bem.
Tive a sorte de frequentar cursos com grandes artistas como Adriana Torres (Miga de Pan), Guillermina Baiguera, Eva Misako ou Srta. Lylo e tenho muitos outros à espera de espaço na minha agenda! Em todos eles aprendi muito mais do que uma série de pontos, que se podem encontrar facilmente na net. Nos cursos partilha-se a experiência, o talento, a personalidade criativa, por isso considero-me uma feliz eterna aprendiz. O meu sonho? Entrar um dia nos ateliês de bordado de alta costura e nas aulas de escolas como École Lesage  e a Royal School of Needlework.


Quando e porquê começaste o projeto Kircum?
Quando comecei a bordar com regularidade, acumulei bastantes bastidores de todos os tipos.  Quando imaginava um desenho para bordar, pensava muitas vezes como o iria emoldurar e utilizar os próprios bastidores era o mais divertido e o mais funcional, porque assim esticava facilmente o tecido. Mas sentia que era uma pena existir a limitação da forma redonda como moldura. Estávamos no ano de 2013 e assim surgiu a ideia.



O projeto continuou só na minha cabeça e nos meus cadernos até um ano mais tarde, quando, passeando pela página de Cuaderno Brillante, um guia de produção local, encontrei o contato de Àngel, de La Capsa de l’Àngel. Expliquei-lhe a minha ideia, interessou-se por ela, fizemos muitas provas e graças à sua perícia conseguimos os primeiros bastidores em 2015.
Registei o desenho industrial e um ano mais tarde, o sonho tornou-se realidade: ver os meus Kircum associados à DMC, chegando a todo o mundo e da melhor maneira possível.



Deixamos o esquema para bordar a cara do ursinho:



Encontra os novos bastidores com orelhas nas melhores retrosarias do país e na loja DMC online.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Entrevista a Joanna Saunders, fundadora da Sew & Saunders


Ao longo deste ano iremos trazer-lhe entrevistas a artistas, que contribuíram com desenhos e bordados para a nossa Coleção de Designers dos novos esquemas de bordado disponíveis na nossa loja.
Para começar apresentamos-lhe Joanna Saunders, fundadora da loja de bordado online, Sew & Saunders. Os seus modelos, incríveis e verdejantes tributos à natureza, são os parceiros ideais para os vibrantes fios da DMC. É com enorme prazer que temos o seu trabalho na nossa Coleção de Designers.


Quem a ensinou a bordar?
A minha mãe ensinou-me a bordar quando tinha 6 anos numas férias na Grécia. A minha irmã tinha encontrado uma mala que gostava, mas não gostava do logo. A minha mãe comprou a mala e umas meadas e bordou uma linda flor por cima do logo. Implorei à minha mãe que me ensinasse para poder acrescentar uma flor mais pequena à mala, fiquei apaixonada pelo bordado desde aí.


Olhando para trás, o que significou isso para si?
Olhando para trás para todos os meus esforços criativos, desde estudar design de moda até ao lançamento da minha empresa de bordado, sempre me inspirei muito na minha mãe e na minha avó e é muito importante para mim ter aprendido esta técnica que adoro com alguém tão especial para mim. Penso muitas vezes na minha mãe e na minha avó, quando bordo – são as duas mulheres mais talentosas que conheço!


O que acha que a fez ficar “presa” ao bordado?
O dia, que está mais presente na minha memória, foi um dia do meu primeiro ano na universidade, quando estudava design de moda. Encontrei um pedaço de juta e procurei lã para ver se conseguia criar uma peça que tinha imaginado. Acho que não parei de bordar desde aí!
Para mim bordar é mágico, pegar em tecidos velhos e humildes e dar-lhes uma nova vida e “personalidade” através do bordado. Pegar num pedaço de tecido, que toda a gente acha que é para deitar fora e transformá-lo numa obra de arte através do trabalho manual, para mim isso é magia.


Já transmitiu os seus conhecimentos de bordado a mais alguém?
Espero ter a oportunidade de ensinar bordado aos meus filhos um dia. Vou certificar-me que entendem o valor dos trabalhos manuais, mesmo que não queiram pegar numa agulha!


Porque pensa que é tão importante transmitir esses valores?
Acredito que é sempre bonito transmitir alguma coisa, que é especial na sua família, mas isso é ainda mais importante numa arte manual como o bordado, as técnicas artesanais necessitam de um empurrão para se manterem vivas nas gerações mais jovens. A minha avó ensinou-me a coser antes de eu estudar design de moda e ainda hoje, quando coloco o fio na agulha da máquina, penso na minha avó e fico muito grata por essa recordação.


Qual o seu ponto de bordado e a sua cor DMC preferidos?
Pergunta difícil! Diria que é o ponto lançado e a cor Mouliné 319, porque é o verde floresta mais perfeito que há.


Onde se inspira?
Em designers de moda e fotógrafos, uma das maiores inspirações para o meu trabalho é Tim Walker. Walker é muito conhecido por criar textura/cor e por criar estados de espírito numa foto -  a sensação eclética dos seus sets inspira-me a criar paletes vibrantes com muita textura e profundidade.



Obrigada Joanna por iniciar a nossa série de entrevistas! Não deixe de ver e descarregar todos os modelos de Sew & Saunders na nossa loja online e fique atenta para mais entrevistas a talentosos artistas da agulha.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Entrevista a Femme Broidery + Tutorial de bordado com Coloris


FemmeBroidery é o nome artístico de Maria Aresniuk, uma bordadeira canadiana com uma obra muito colorida e particular. Fizemos-lhe esta entrevista para conhecer a pessoa por detrás destes bonitos bordados.


Quando começaste a bordar?
Comecei em 1999, quando uma amiga da minha mãe me ofereceu um livro com pontos de bordado. Bordei durante 2 anos, deixei e retomei em 2014, quando acabei o meu curso na Universidade de Ottawa.


Estudaste arte ou design?
Estudei arte na escola e não tive mais nenhuma formação depois da adolescência. A minha formação é em ciências sociais.

Qual é o teu fio favorito?
Só uso DMC e as minhas cores favoritas são as cores pastel. Sempre cores pastel!


Quais são as tuas 4 bordadeiras favoritas?

Maria experimentou o novo fio Coloris, que muda de cor a cada 5 cm e preparou um tutorial para poder bordar como ela:


Materiais:
Fio DMC Coloris nas cores: 4502, 4509, 4507, 4506, 4517 e 4501
Agulha de bordado
Tecido
Bastidor

Neste esquema explica-lhe os pontos utilizados para poder reproduzir o bordado em casa. Pode imprimir o desenho e decalcá-lo no tecido com caneta para transferir bordado ou simplesmente transferir com químico próprio para tecido.



Pontos utilizados: ponto pé de flor – ponto de folha – ponto de folha com nervura - ponto de cadeia – ponto de nó – ponto cheio com contorno em ponto atrás

Aqui encontra o passo a passo de alguns pontos de bordado!


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